O Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paranaense de Futebol eliminou do futebol o ex-preparador de goleiros do Iraty, Adilson Cocconi, no julgamento do caso de suborno no Campeonato Paranaense. Cocconi nem levou advogado, pois chegou a dizer que não ‘devia nada para ninguém’. Aliás, como já era esperado, mais uma vez apenas o ‘pequeno’ se deu mal, com os demais pegando pena mínima. O ex-vice-presidente de futebol do Coritiba, João Carlos Vialle e o ex-auxiliar técnico do Coritiba, Waldonedo Xavier, foram condenados a 180 dias de suspensão. Já o técnico do Iraty, Ernesto Paulo, pegou 45 dias; o diretor do Iraty, Wilson Morishita, a 60 dias e o jogador Caio Júnior, a 30 dias de suspensão.
Marcelo AlmeidaJoão Carlos Vialle; pena mínimaO julgamento durou quase quatro horas e quem brilhou na noite de quinta-feira foram as defesas. Os advogados de Caio Júnior, Wilson Morishita e Ernesto Paulo, Dr. José Cadilhe, sustentavam que seus clientes não haviam recebido a intimação para depor em tempo hábil. O tribunal não aceitou a tese da defesa e pediu a condenação mínima para eles. Já o advogado de Waldonedo Xavier, Dr. Osmann de Oliveira, sustentou na defesa, que Nedo agiu sob ordens superiores, a saber do então vice de futebol do Coritiba, João Carlos Vialle. Ele levou a plenário duas testemunhas, os cronistas esportivos Valmir Gomes e Durval Monteiro. A defesa deu certo e Nedo também pegou pena mínima.
Mas o grande vitorioso da noite foi o advogado de Vialle, Dr. Julio Militão. Na defesa, ele sustentou que houve uma armação para pegar seu cliente. Militão apresentou duas fitas de vídeo. Numa delas aparece o goleiro Roberto, do Iraty, saindo do carro do advogado do Clube Atlético Paranaense e jornalista da CNT, Marcelo Ribeiro.
O jornalista levara Roberto França a um hotel em Curitiba para dar uma entrevista à rede de televisão CNT. A fita mostra a entrevista onde Roberto diz que foi procurado pelos dirigentes coritibanos e que não aceitaria o suborno. Na outra fita apresentada, aparece o goleiro Ricardo Pinto, do Iraty, dizendo à Rede Paranaense que sabia da armação e que estava ciente já na quarta-feira anterior ao jogo, que jogaria no domingo.
Waldonedo Xavier: pena mínimaO TJD entendeu que houve uma farsa, nas palavras do presidente da Segunda Comissão Disciplinar, Dr.Fauze Salmen. O relator da Comissão, José Carlos Faret, votou pela suspensão de um ano a Vialle, já o presidente da Comissão, Fauze Salmen, entendeu que Vialle foi vítima de uma farsa, mas deveria precaver-se, e optou por uma suspensão de 180 dias. O terceiro membro da Comissão, Mario Ramos, votou com o presidente pela suspensão de 180 dias. A decisão do TJD vai ser reexaminada nos próximos dias e as penas podem aumentar ou diminuir. Todos os condenados têm cinco dias para apresentar recurso no TJD.
Muitos dos ‘condenados’ deverão entrar com recurso, que só serão analisados e julgados em agosto.

mockup