Sobrinho de Senna volta ao grid da F-1 no GP da Bélgica
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Tatiana Cunha <br> Folhapress 
São Paulo - O Brasil terá três pilotos no grid de largada da 12 etapa do Mundial de F-1, domingo, no GP da Bélgica, que acontece em Spa-Francorchamps. Bruno Senna será titular da Renault. Depois de passar mais da metade da temporada como piloto de testes da equipe, ele substituirá o alemão Nick Heidfeld, titular desde o começo do ano.
Bruno se juntará a Felipe Massa e Rubens Barrichello, os outros brasileiros que competem na F-1 atualmente. O anúncio oficial foi feito ontem pela Renault.
O piloto brasileiro ficará com o lugar até o final desta temporada, já que o desempenho de Heidfeld não vinha agradando havia algumas corridas. Ele foi chamado às pressas, no início do ano, para substituir Robert Kubica, ferido gravemente em um rali.
A insatisfação com a performance do alemão virou pública nas palavras de Eric Boullier, chefe da Renault. ''O desempenho dele é bom, mas não bom o suficiente. O ritmo de corrida é bom, mas se ele se classificasse melhor, teria mais chances de marcar pontos'', afirmou.
Após um início de temporada razoável, Heidfeld viu sua performance cair nas últimas etapas - ele tem 34 pontos contra 32 de Vitaly Petrov, seu companheiro.
O primeiro indício de que a Renault estava pensando em substituí-lo surgiu no GP da Hungria, última etapa da F-1 antes das férias deste mês. Na ocasião, Bruno ganhou a oportunidade de testar pela equipe durante a sessão de sexta-feira pela manhã e, apesar do pouco tempo que teve no circuito, agradou aos dirigentes da Renault.
O brasileiro, que no ano passado fez sua temporada de estreia na categoria pela nanica Hispania, vem tentando há um bom tempo conseguir bons patrocínios para assumir uma vaga de titular.
Antes mesmo de fazer o teste na Hungria, Bruno havia viajado ao Brasil com Gerard Lopez, dono da Genii Capital, empresa que comprou a Renault, para conversar com eventuais parceiros. ''Tivemos muitas reuniões, mas todo mundo sabe que entre um bom encontro e um cheque assinado há um longo caminho a ser percorrido'', disse Bruno em Budapeste.
Na semana retrasada, no entanto, a Genii anunciou uma parceria com o grupo WWI (World Wide Investments) para investir US$ 10 bilhões (aproximadamente R$ 15,9 bilhões) no Brasil nos próximos anos. As empresas querem investir em energia, energia renovável, imóveis, tecnologia de informação, petróleo, gás natural e setor automotivo.


