Tímido, jeitão de menino, corpo ainda em formação e um sobrenome de peso. No basquete brasileiro, Barbosa é sinônimo de estrela. Leandro Barbosa, ou só Leandrinho, é um dos astros brasileiros da modalidade que atuam na milionária e estrelada NBA - defende o Phoenix Suns. Eduardo Citrangolo Barbosa, sobrinho do armador da seleção brasileira, tenta seguir os passos do tio famoso e estreia no basquete profissional sexta-feira, com a camisa vermelha e branca da ADL/Sercomtel/FEL contra o Palmeiras/Araraquara, às 19 horas, no Moringão, pelo Novo Basquete Brasil (NBB).
Com 1,94 metros e 75 quilos, o ala-armador tem apenas 17 anos. Há dois anos e meio morava em Phoenix, nos Estados Unidos, junto com o pai e ex-jogador Artur e com o irmão Ricardo. Com dificuldades nos estudos, decidiu junto com o pai retornar ao Brasil. ''Para jogar lá (nos EUA) tem que ter notas boas e eu estava com dificuldades na escola. Assim, não poderia jogar e meu pai decidiu vir para cá'', contou Eduardo, ainda com dificuldades na pronúncia das palavras em português.
Antes de ir para os Estados Unidos, quando tinha 15 anos, ele jogou pelo Círculo Militar, Hebraica e Palmeiras. Por último, defendeu o High School Basketball.
A escolha de Londrina não foi por acaso. A ligação entre o pai de Eduardo e o técnico londrinense Ênio Vecchi pesou. ''Estou feliz, satisfeito e seguro porque meu filho vai estar com um técnico que dirigiu a seleção brasileira simplesmente em todas as categorias'', admitiu Artur à Agência Estado na semana passada. ''Comecei com o Ênio, e nada poderia me deixar mais feliz do que ver isso acontecer de novo com o Eduardo.''
Vecchi conhece bem a família Barbosa. O treinador do time londrinense trabalhou com Artur e com o tio, Leandrinho, no Continental Parque Clube, de São Paulo. Viu o garoto dar os primeiros arremessos anos atrás e agora será o responsável por iniciá-lo no principal torneio de basquete do Brasil. ''É um trabalho pensando no futuro. Ele está tendo a oportunidade de estar numa equipe que disputa a liga (NBB), aprendendo com os demais. O Eduardo tem potencial, tem no sangue a história do Leandrinho e é importante dar a estrutura para ele'', afirmou o treinador.
Para Vecchi, a timidez dos primeiros treinos é normal até pela idade de Eduardo. ''Ele está meio tímido ainda. Até se soltar, ficar à vontade com os companheiros é só com o tempo'', disse, antes de elogiar a postura do jogador no primeiro treino com os novos companheiros. ''Fizemos um treino bem leve. Ele é um jogador atrevido, só que é novo. Será um passo muito grande para ele e terá que suportar isso''.
O fato de ser sobrinho de Leandrinho não intimida o garoto. ''A cobrança pode ser maior, mas eu não ligo. Tento não pensar nisso e fazer meu máximo, dar meu melhor, treinar bastante e jogar aqui para aprender e ficar cada vez melhor'', apontou o ala-armador.
O jogador será apresentado antes do jogo contra o Palmeiras/Araraquara junto com o novo patrocinador do time. A partida foi antecipada de domingo para sexta-feira a pedido da emissora de tevê que transmite o NBB.

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