Ela carrega no sobrenome a esperança de dias melhores para o tênis feminino brasileiro. Inspirada no tio Fernando Meligeni, top 25 do mundo no final da década de 90, a jovem Carolina, de apenas 16 anos, filha da irmã de Fininho, já mostra em quadra que pode repetir mais de 10 anos depois a trajetória do tio famoso.
Basta apenas juntar as coincidências. Assim como Fininho, Carolina venceu no ano passado um dos torneios mais tradicionais juvenis do Brasil, o Banana Bowl. Em algumas entrevistas, Fininho já disse que ela sobe muito pouco à rede e ama o tênis, como ele próprio. "Ele sempre teve muita garra e nisso eu tento me espelhar nele, dar sempre o meu melhor em quadra para tentar vencer", completa a tenista.
Mas atenta à pressão que pode aparecer no futuro, ela diz que as semelhanças devem parar por aí. "É muito bom ter alguém na minha família que foi bem sucedido na profissão que escolhi, mas somos tenistas diferentes, ele já fez a carreira dele e eu estou começando a construir a minha, espero que eu possa ter o mesmo sucesso", comentou.
Ainda assim, segundo ela, o tio tem tido uma importância neste início de carreira. "A gente tem uma relação muito boa. Quando estou longe, jogando, nos falamos praticamente todos os dias. Ele sempre me passa boas dicas e isso tem sido muito importante na minha evolução como tenista", avalia Carolina, que escolheu Enrique Perez para ser seu treinador. Além de Meligeni, o reconhecido técnico uruguaio, que mora em Curitiba desde 1974, já trabalhou também com outros grandes nomes do circuito nacional, como Alex Corretja, Carlos Costa, Alex Calatrava e Francisco Clavet, todos espanhóis.
Apesar de jovem, Carolina já assume sua parcela de responsabilidade no crescimento do tênis feminino brasileiro. Ela espera que resultados como o conquistado na semana passada por ela e as companheiras Bia Haddad e Ingrid Guimarães, o terceiro lugar na Copa Davis Juvenil feminina, em Barcelona, colocação jamais obtida pelo tênis nacional, possam, enfim, fazer o tênis feminino brasileiro decolar.
"É muito bom para o nosso esporte ter mais visibilidade, para as pessoas verem que a gente tem trabalhado forte. Os resultados aos poucos vão aparecendo e incentivando novas mais meninas a jogarem tênis", projeta.
De Barcelona, Carolina desembarcou direto em Londrina, para a disputa do Arthrom Tênis Cup, no Londrina Country Club. Na primeira rodada da categoria 18 anos, ontem, ela bateu Simone Pratt, das Bahamas, por 2 sets a 0 (6/4, 6/2). Hoje, pelas quartas de final, ela encara a russa Ljuboz Vazhenina.

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