O ala/fixo Márcio Forte tem motivos de sobra para comemorar a temporada 2009/2010 no futsal italiano. Foi campeão nacional pela segunda vez, classificou seu time para a Champions League, sobreviveu à reformulação na seleção da Itália e viu seu primeiro filho nascer.
A nova temporada começa amanhã para ele. Marcinho embarca para o Kwait, onde disputará um torneio emprestado a uma equipe local ainda a ser definida. ''É um mês de torneio com 30 times, sendo que cada um terá três estrangeiros'', afirmou.
Após a disputa no Oriente Médio, Marcinho volta para o Montesilvano. Será a quinta temporada pelo clube italiano e a décima dele no país. Ele já havia sido campeão nacional pelo Peruggia e, agora, contribuiu para a conquista mais expressiva de seu time, que tem outros quatro brasileiros e três argentinos.
O Montesilvano será o anfitrião na primeira fase da Liga dos Campeões, que será entre os dias 24 e 26 de setembro. Antes disso, no dia 16, a equipe disputa a Supercopa da Itália.
O jogador tem mais um ano de contrato, mas já pensa em renovação. ''Minha intenção é terminar a carreira no Montesilvano. Mas isso está longe ainda. Enquanto estiver bem fisicamente vou jogando. Me cuido muito'', disse o experiente atleta de 33 anos.
Seleção
Marcinho é um dos principais nomes do futsal italiano. Até por isso, foi um dos ítalo-brasileiros que sobreviveu à mudança no planejamento da seleção italiana após uma bronca pública da Fifa.
Na Copa do Mundo de 2008, disputada no Brasil, a Itália conquistou a terceira colocação com todo o elenco formado por brasileiros naturalizados, o que irritou a cúpula da entidade.
Do grupo italiano atual, sete são brasileiros e o londrinense é um deles. Em setembro, no entanto, Marcinho deve desfalcar a seleção no Grand Prix que será disputado no Brasil. O torneio deve coincidir com a participação do Montesilvano na Champions.
Se ele vier, reencontrará a seleção brasileira. No Mundial de 2008 ele protagonizou um desentendimento com o então auxiliar e hoje técnico do Brasil, Marcos Sorato, o Pipoka. ''Está tudo superado. Sou profissional e aquilo serviu de lição para mim'', disse Marcinho, que se diz muito orgulhoso por defender a Itália. ''É um orgulho muito grande. Foi a Itália que me abriu as portas e sou muito grato''.

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