Soberanas! 12/13
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de abril de 2013
FELIPE MENDES<br>[email protected] 

Recentemente, tive uma conversa com um influente dirigente do vôlei brasileiro que sentenciou: "O Sollys tem mais time do que a Unilever, porém nunca subestime o Bernardinho".
Dito e feito. Ontem, pareceu que a equipe de Osasco atropelaria o rival carioca, como temia o próprio Bernardinho, mas o treinador mostrou porque é um grande campeão. Suas comandadas souberam manter a calma para virar a partida e vencerem por 3 sets a 2, parciais de 22-25, 19-25, 25-20, 25-15 e 15-9, em 2h11 de jogo, em um ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, lotado.
O Sollys tem a base da Seleção Brasileira campeã olímpica em Londres-2012. Mas a Unilever tem no banco de reservas um técnico que levou ontem sua equipe ao oitavo título da Superliga. É o time com mais taças na competição.
No primeiro set, a Unilever sofreu com os saques do rival. A defesa carioca estava completamente vendida diante do poderoso ataque do Sollys. A vitória da equipe de Osasco por apenas três pontos foi pouco diante de tanta superioridade na parcial.
O egundo set pareceu uma repetição do primeiro. Para piorar, a Unilever errava muitos ataques. No banco, Bernardinho gritava com suas comandadas, cobrava mais atenção. Mas estava difícil superar o bloqueio e a defesa do adversário, além dos ataques de Fernanda Garay.
Mas aí chegou o terceiro set. Quando a torcida da Unilever já amolecia, e a do Sollys já ensaiava o grito de campeão, a frase dita pelo dirigente começou a virar realidade.
Bernardinho mudou o ânimo de suas jogadoras. Conseguiu fazer suas comandadas defenderem como nunca. Os erros diminuíram. Sarah Pavan, Natália e Gabi começaram a brilhar no ataque. Fabi pegava bolas impossíveis. Valeskinha e Juciely formavam um paredão na rede. E Fofão, no alto dos seus 43 anos, ditava o ritmo da equipe carioca.
Veio a vitória no terceiro set. Na parcial seguinte, quem atropelou foi a Unilever. Abatido, o Sollys cometeu erros bobos. Entregou pontos de graça. E perdeu a parcial por dez pontos de diferença. Algo, até então, impensável para uma decisão.
No tie break, geralmente vence quem tem mais nervos de aço. Bernardinho controlou as emoções de suas jogadoras. Fez elas seguirem jogando em alto nível, errando menos do que o adversário. Resultado? Uma vitória incontestável, numa virada épica, digna de uma decisão.





