São Paulo - O Palmeiras até tenta, mas não consegue ficar longe dos problemas. Quando o time parece iniciar um período de calmaria, vem uma ''tormenta'' e provoca grandes estragos. Após vencer o rival Corinthians, o Alviverde dava sinais de que entraria nos eixos, mas a derrota para o Botafogo, no meio de semana, novamente, gerou tensão no Palestra Itália.
Sobrou até para o técnico Luiz Felipe Scolari, um dos poucos hoje no Palmeiras que gozam de prestígio com a exigente torcida alviverde. O treinador, no entanto, está de ''saco cheio'', como ele diz, com tantas críticas que tem recebido dentro do clube. Sua intenção ainda é cumprir o contrato até o final de 2012, mas não descarta um acordo com a diretoria para poder sair de graça - se assim for o desejo de uma das partes.
Uma faixa com a inscrição ''Fora Felipão'' foi estendida no portão da Academia de Futebol, na sexta-feira. O treinador disse não ter se importado com o protesto, mas diz que muitas outras coisas o incomodam. ''É dose, precisa ter saco pra aturar todos os dias a mesma bobagem escrita ou o que alguém está mandando dizer. Eu sei quem faz isso e já estou de saco cheio'', desabafou.
Felipão garante que não é a multa contratual que o segura no Palmeiras. E por isso mesmo gostaria de fechar um acordo ''bilateral'' com os diretores. ''Tenho multa se eu pedir para sair ou se o Palmeiras me mandar embora, mas isso é definido no início de contrato. Um técnico que não está à vontade, com pessoas que não gosta, pra quê vai ficar no clube? Neste momento é a mesma coisa que posso fazer no Palmeiras'', falou. ''E pro Palmeiras não ficar pensando no dinheiro que tem de me pagar, eu não quero nada, zero. Mas se eu não quero nada, espero que digam o mesmo também. Amanhã, zero Palmeiras me paga, zero eu pago ao Palmeiras. Mas eu quero isso no papel''.
Para a paz voltar a reinar no Palestra Itália, será fundamental uma vitória sobre o Cruzeiro, hoje, no Pacaembu. O time mineiro também vive uma fase conturbada. Na sexta-feira, o técnico Joel Santana foi demitido e Emerson Ávila, que trabalhava com as categorias de base, efetivado.
Em relação ao time que vai a campo, o atacante Kléber segue como dúvida. Ele já não enfrentou o Botafogo e pode ficar de fora contra o ex-clube por causa de dores no joelho direito.
Sem Kléber, o treinador optou pela entrada do recém-contratado Ricardo Bueno no ataque - o atacante que veio do Atlético-MG estreou com a camisa palmeirense na quarta-feira. ''Vejo ele com boa impulsão, trabalha bem a bola'', elogiou Felipão, feliz com o reforço.





EM SÃO PAULO

Palmeiras

Marcos; Cicinho, Thiago Heleno, Henrique e Gabriel Silva; Márcio Araújo, Marcos Assunção e Patrik; Luan, Fernandão e Kléber (Ricardo Bueno). Técnico: Luiz Felipe Scolari

Cruzeiro

Rafael; Marquinhos Paraná, Naldo, Léo e Gabriel Araújo; Leandro Guerreiro, Charles, Gilberto e Roger; Montillo e Anselmo Ramon (Bobô). Técnico: Emerson Ávila

Árbitro: Leandro Vuaden (Fifa-RS)
Estádio: Pacaembu
Horário: 16 horas

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