Sakhir, Bahrein - O Grande Prêmio do Bahrein de Fórmula 1 correu sério risco de não ser realizado pelo segundo ano consecutivo. Os violentos protestos nas ruas do país contra o governo, que impediram a realização da prova em 2011, voltaram a colocar a disputa deste ano em dúvida. Somente há 10 dias que a direção da categoria confirmou a realização da prova no país localizado no Golfo Pérsico.
Durante a semana que antecedeu a prova, o governo bareinita fez de tudo para ocultar os protestos. A tentativa, no entanto, foi em vão.
Na noite de quarta-feira, membros da Force India se envolveram em um incidente quando deixavam o circuito de Sakhir em direção ao hotel, dentro da capital, Manama.
A bordo de um carro alugado, os integrantes do time indiano pararam por engano em uma zona de conflito entre manifestantes e a polícia. O veículo foi forçado a parar, permanecendo no local por pouco mais de dois minutos. Neste período, um coquetel Molotov explodiu perto do carro, sendo que o gás lacrimogêneo utilizado pela polícia chegou a invadir o interior da van.
Apesar do susto, os integrantes conseguiram retornar ao hotel sem grandes problemas. No entanto, um dos envolvidos, assustado, pediu ao time para deixar o país e retornar à Inglaterra.
Equilíbrio
Apesar dos conflitos, a prova será realizada - a largada acontece às 9 horas (de Brasília) - no autódromo de US$ 150 milhões (R$ 273 milhões), inaugurado em 2004. A corrida será disputada no traçado antigo, de 5,4 km, em vez do utilizado em 2009, com 6,3 km.
E, se o retrospecto do início da temporada for mantido, a prova promete ser emocionante. Em três corridas em 2012, foram três ganhadores, todos de equipes diferentes. O atual bicampeão Sebastian Vettel aparece em quinto na classificação. No GP da China, só 31 segundos separaram o segundo do 16º colocado.
Depois de uma temporada em que a F-1 viu Vettel e a Red Bull hegemônicos conquistarem seus títulos por antecipação, o campeonato deste ano já demonstra um equilíbrio muito maior.
Depois de três etapas disputadas, 17 pilotos já marcaram pontos e a diferença entre o líder, Lewis Hamilton, e o último a pontuar, Michael Schumacher, é de 44 pontos.
Em 2011, nesta mesma altura, eram 14 os que já haviam terminado provas na zona de pontuação, e Sebastian Vettel, o líder, tinha 66 pontos a mais que Paul di Resta, último dos que pontuaram.
''Este vai ser um campeonato fascinante, com altos e baixos'', afirmou Christian Horner, chefe da Red Bull, que, no Bahrein, tentará conquistar sua primeira vitória na temporada.

Imagem ilustrativa da imagem Sob tensão, F-1 corre no Bahrein
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