São Paulo - Líder do Campeonato Brasileiro, o Corinthians terá um desafio e tanto a superar se quiser se manter no posto. Após ser surpreendido pelo Figueirense, na última rodada, o Alvinegro busca a recuperação diante do maior rival, o Palmeiras, em jogo que começa às 16 horas e foi levado pela diretoria do Alviverde para Presidente Prudente.
Nem os oito pontos de vantagem sobre o Palmeiras dão tranquilidade ao Corinthians. Muito pelo contrário. O clima é de pressão no Parque São Jorge. Por resultado, para se manter na ponta ao fim do primeiro turno. E também por desempenho: o time precisa voltar a jogar bem. Não por acaso, o técnico Tite vai recorrer ao esquema com três atacantes que iniciou muito bem o campeonato.
A semana que tinha tudo para ser tranquila no Corinthians ganhou ares dramáticos depois da derrota por 2 a 0, para o Figueirense. Vieram as vaias da torcida. E, ao final do jogo, o técnico Tite deixou bem claro que vencer o Palmeiras se tornaria uma obrigação. ''Com a derrota, a pressão aumentou'', avisou.
Começaram, então, as cobranças. Comissão técnica e diretoria exigiram uma reação da equipe, criticada publicamente até pelo presidente do clube, Andrés Sanchez. Tite expôs os problemas que contribuíram para a queda de desempenho do time. O principal, segundo ele, foram desfalques e contusões.
Mudar a equipe para o clássico foi o último recurso para tentar voltar a vencer e ter uma sequência de bons resultados. O Corinthians, que chegou a vencer nove dos dez primeiros jogos, só ganhou duas das últimas oito partidas. Na rodada passada, a liderança só não foi perdida porque o Flamengo, maior rival corintiano na disputa pela ponta, empatou com o Internacional.
Do lado do Palmeiras, Kléber recuperou a confiança de parte dos torcedores que o cobravam na partida contra o Vasco, na última quinta-feira, quando foi um dos destaques da vitória por 3 a 1 e fez um gol. Mas a revelação de que era corintiano na juventude, com direito até a cadastro na torcida organizada Gaviões da Fiel, ainda não foi bem aceita por boa parte dos palmeirenses. Até os colegas de times pegaram no seu pé. ''Os caras (jogadores) gritaram umas músicas que a torcida do Corinthians canta e o Valdivia colocou um bilhete no meu armário dizendo 'aqui é palmeiras''', contou o atacante, com um sorriso bem constrangedor.
Nenhuma gozação ou xingamento incomodava tanto Kléber quanto o jejum de gols. Foram dez jogos sem balançar as redes. Contra o Vasco, finalmente o gol saiu. Segundo ele, a culpa da seca foi falta de sorte e de oportunidades para concluir. ''Incomoda ficar tanto tempo sem fazer gol, mas temos que ver que às vezes jogamos de outra forma que a bola chega menos'', destacou o atacante.
Contra o Vasco, Felipão escalou o time com três atacantes, sendo que Luan atuou mais avançado, auxiliando Maikon Leite e Kléber. O trio deve ser mantido para o clássico com o Corinthians.





EM PRESIDENTE PRUDENTE

Palmeiras

Marcos; Márcio Araújo, Thiago Heleno, Henrique e Gabriel Silva; Chico, Marcos Assunção e Valdivia; Maikon Leite (Patrik), Kléber e Luan. Técnico: Luiz Felipe Scolari

Corinthians

Júlio César; Alessandro (Welder), Chicão, Leandro Castán e Ramon; Ralf, Paulinho, Danilo (Alex) e Jorge Henrique; Emerson (Willian) e Liedson. Técnico: Tite

Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Estádio: Prudentão
Horário: 16 horas

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