Sob mando de Tirone, Verdão segue para o rebaixamento
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Daniel Batista <br> Agência Estado 
São Paulo - Se esconder nos momentos de crise, tentar negar a realidade e criar alianças políticas visando a próxima eleição. Esses são alguns dos hábitos do presidente Arnaldo Tirone no momento em que o Palmeiras vive o drama do rebaixamento no Brasileirão. Chamado de omisso por boa parte dos conselheiros e pessoas diretamente ligadas ao futebol do clube, o dirigente parece a cada dia mais perdido e sem saber o que fazer para tentar tirar o time do fundo do poço onde dá longas braçadas rumo à Série B.
Em diversos casos em que deveriam ser tomadas atitudes enérgicas, ele transferiu responsabilidades ou atuou de forma branda, o que fez perder o comando do grupo, como contou um jogador que deixou o clube recentemente. ''Jogador fazia m... o Felipão cobrava o cara, aí o caso chegava na diretoria e o jogador era perdoado'', disse o atleta, que prefere o anonimato por ainda ter contrato com o clube.
As eternas e constantes brigas entre o vice-presidente Roberto Frizzo e Felipão e as polêmicas envolvendo Valdivia são exemplos das oportunidades em que Tirone não conseguiu agir como seus aliados esperavam.
A falta de qualidade nos reforços também pesa contra o dirigente, que opta por contratar promessas como Tiago Real e Mazinho ou jogadores em fim de carreira, como o lateral-esquerdo Leandro e o volante Correa, para solucionar os problemas. Hoje, o técnico Gilson Kleina lamenta a falta de opções no grupo.
O título da Copa do Brasil também pesou contra na fraca campanha no Brasileirão. Atletas importantes e acomodaram. Tirone em momento algum cobrou os jogadores. Afirmava que era natural o relaxamento após o título, mas dizia que o time iria se reabilitar rápido. Não foi o que aconteceu. Agora, o Palmeiras está nove pontos atrás do primeiro clube fora da zona de rebaixamento e, faltando apenas nove rodadas, busca um milagre para não cair - o próximo desafio é amanhã, contra o Náutico, no Recife.
A reportagem tentou contato com Tirone, mas ele não atendeu às ligações. ''A gente não aceita o rebaixamento. O Palmeiras tem 30 jogadores profissionais que podem fazer tudo para sair dessa fase ruim'', disse o presidente, na última quinta-feira, horas antes da catastrófica derrota por 1 a 0 para o Coritiba, em Araraquara.


