A seleção brasileira realizou na tarde de ontem (horário local) o último treino desta Copa do Mundo. Hoje, às 8h (de Brasília), o time do técnico Luiz Felipe Scolari decidirá o título da competição com a Alemanha.
Sob garoa e a temperatura em torno dos 15 graus, os jogadores brasileiros fizeram o reconhecimento do gramado do estádio Internacional de Yokohama (Japão), palco da final histórica, por cerca de 50 minutos. Sem movimentação tática, como já é costume do treinador brasileiro, os atletas participaram, além dos exercícios físicos, de um descontraído ‘‘rachão’’, com duração de meia hora.
Quase no final do treino, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e Roberto Carlos treinaram cobranças de falta. Diferente dos outros jogos, Scolari não fez mistério para a escalação do time da decisão, que será o mesmo que derrotou a Inglaterra (2 a 1) pelas quartas-de-final.
O atacante Ronaldo elogiou o palco da final. ‘‘O estádio é maravilhoso. Será o grande palco para uma grande vitória brasileira - disse o atacante, destacando que, mesmo em caso de chuva, o jogo não ficará prejudicado graças ao bom sistema de drenagem do estádio.
Disputando sua terceira final de Copa consecutiva – era reserva em 1994 –, Ronaldo disse estar tranquilo para a partida e que o técnico Luiz Felipe Scolari tem passado confiança ao grupo. ‘‘O Felipão tem passado tranquilidade e confiança. Sabemos que não chegamos à final da Copa à toa’’, comentou.
Nem a muralha alemã Oliver Kahn assusta o artilheiro da Copa, com seis gols marcados. Para Ronaldo, não é impossível marcar gols no bom goleiro da Alemanha. ‘‘Vou tentar. Se eu tiver a oportunidade vou colocar a bola para dentro.’’
Para o meia Juninho, a conquista do pentacampeonato mundial pela seleção brasileira não será importante apenas para atestar a qualidade técnica do futebol brasileiro. O jogador, que deve iniciar a partida deste domingo contra a Alemanha no banco de reservas, acredita que o sucesso do Brasil em campo pode ajudar também na moralização do esporte e do país. ‘‘O Brasil e o futebol brasileiro têm passado por muitas dificuldades e, por isso, se conseguirmos ganhar a Copa do Mundo acredito que será algo que poderá ajudar muito o país e o esporte’’, disse o jogador.
Desunião – O atacante Denílson afirmou ontem que a seleção brasileira que disputou a Copa da França em 1998 tinha um grupo desunido, ao contrário do que acontece hoje. ‘‘Neste ano, temos um grupo mais unido: tem amigos. Antes, era um pouco dividido, cada um com o seu grupo. Hoje não, o grupo é um só.’’
Para Denílson, o time brasileiro também foi afetado, na final contra a França, pelo problema de Ronaldo, que sofreu uma convulsão. ‘‘O problema do Ronaldo fez com que a nossa apresentação não estivesse voltada ao jogo e sim à sua saúde’’, contou Denílson. (Agência Folha)

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