Xangai, China - Mais veloz da atualidade, campeão olímpico e mundial, maior nadador brasileiro de todos os tempos. Adjetivos e títulos não faltam para definir Cesar Cielo. Mas, a partir de hoje, o brasileiro irá competir não apenas para ratificar seu status. Tentará também, na água, apagar seu controverso caso de doping por diurético.
As provas de natação do Mundial de Xangai (China) começam às 23h. Para a estreia, Cielo escolheu uma disputa que não é sua especialidade, mas em que surge como favorito por ter o melhor tempo da temporada: os 50 m borboleta.
Além disso, defenderá na China seus títulos dos 100 m e 50 m livre - detém também os dois recordes mundiais.
Não só pela prova escolhida Cielo terá um início de Mundial diferente. Nas últimas semanas, o nadador trocou os treinos por salas de audiência após testar positivo em exame antidoping.
Desde então, optou pela reclusão. Após saber do doping, leu apenas uma nota à imprensa. Viajou antes da delegação a Xangai e não deu mais entrevistas.
Até quinta-feira, teve de conviver com a dúvida sobre sua participação no Mundial e com desconfianças sobre o julgamento de seu caso, que recebeu críticas de especialistas, nadadores e técnicos.
Cielo e outros três atletas foram flagrados com o diurético furosemida, que pode ser usado para mascarar o uso de substâncias proibidas. Eles alegaram terem tomado um suplemento contaminado por farmácia de Santa Bárbara d'Oeste (SP).
A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos deu apenas uma advertência aos atletas. A Federação Internacional de Natação discordou e recorreu à Corte Arbitral do Esporte. Queria três meses de suspensão. Após audiência realizada com urgência em Xangai, a CAS ratificou a advertência a três nadadores - Vinícius Waked, que era reincidente, foi suspenso por um ano.
A Fina lamentou a não suspensão dos atletas. E hoje inicia seu Mundial em Xangai, em que não apenas vitórias e recordes serão notícia.

mockup