Falcao García, ausente em 2014 por lesão, é uma das armas da Colômbia neste Mundial
Falcao García, ausente em 2014 por lesão, é uma das armas da Colômbia neste Mundial | Foto: Luis Acosta/AFP



Moscou - Em um grupo que tende a ser equilibrado, Senegal começa nesta terça-feira (19), às 12 horas (de Brasília), sua campanha na Rússia. No banco, o ex-jogador Aliou Cissé, 42, como treinador, algo nada trivial em se tratando da história do futebol africano ao longo de Copas do Mundo.

Até hoje, antes da estreia senegalesa, foram 42 participações africanas em Mundiais. Só em 14 casos (33%) havia um técnico nascido no próprio país, e todos os estrangeiros eram de outros continentes.

Mesmo na Copa do Mundo da Rússia, o caso de Cissé não foge à regra. Das cinco seleções que representam a África, apenas uma outra optou por técnicos da casa. É a Tunísia, dirigida por Nabil Maâloul. Egito, Marrocos e Nigéria, seleções que estrearam com derrota, são comandados por estrangeiros. Respectivamente, Héctor Cúper (Argentina), Hervé Renard (França) e Gernot Roht (Alemanha).

"Temos treinadores de qualidade na África. Represento uma nova geração que quer ter seu espaço no futebol africano e no futebol mundial", afirmou o senegalês. Cissé, como jogador, passou por times médios do futebol inglês e nada tem a ver com o atacante francês Djibril Cissé. No caso específico do senegalês, existe outro fator que o torna ainda mais único no Mundial, que é a cor da pele.

"É verdade. Sou o único técnico negro nesta Copa do Mundo. Este é um longo debate que não tem a ver com futebol. A cor de sua pele não deve ser relevante em um esporte universal, mas é importante, sim, ter um técnico negro", afirmou.

Na visão de Cissé, o futebol africano também tem produzido técnicos de qualidade, além dos jogadores de destaque mundial: "Fico muito feliz com o trabalho de Florent Ibengé no comando da República Democrática do Congo (seleção que não obteve vaga para a Copa). Temos uma nova geração que está trabalhando, estudando táticas."

Cissé espera conseguir passar para o mata-mata, em um grupo que tem Polônia, a adversária desta terça-feira, e ainda Colômbia e Japão. Mas, como ele mesmo admitiu, ganhar a Copa ainda não será desta vez. "Tenho certeza que um time africano vai vencer a Copa do Mundo. Há 20, 25 anos, os países africanos vinham só fazer parte da Copa do Mundo. Não temos nenhum tipo de complexo, precisamos ter técnicos africanos para seguir adiante", disse Cissé.

Outro jogo
Sensação da Copa de 2014, a Colômbia tentará a partir desta terça-feira repetir o desempenho que a levou até as quartas de final no torneio realizado no Brasil. Seu adversário na estreia será o Japão, que foi superado com facilidade pelos sul-americanos há quatro anos, em uma goleada por 4 a 1, na Arena Pantanal, em Cuiabá, no último jogo da fase de grupos.

O argentino José Pekerman, treinador da Colômbia, não confirmou se escalará seu principal jogador, o meia James Rodriguez, do Bayern de Munique, que não está totalmente recuperado de dores musculares que o impediram de treinar semana passada.

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