'Só queria dar alegria ao povo'
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de julho de 2014
Almir Leite<br>Agência Estado 
Belo Horizonte - David Luiz é um dos líderes da seleção brasileira, dentro e fora de campo, vinha fazendo uma excelente Copa do Mundo, mas nesta terça-feira sucumbiu - como todo o time. Falhou em pelo menos três gols da Alemanha; depois que o adversário faz o terceiro gol, passou a correr como um louco por todos os setores do campo do Mineirão, sem resultado efetivo; e ainda demonstrou muito nervosismo. Acabou não conseguindo ser o capitão sóbrio e equilibrado que uma equipe precisa nos momentos difíceis.
Encerrada a partida, David Luiz desabou no chão, após levar as mãos para o céu e fazer um agradecimento - como faz quase sempre ao fim dos jogos. Estava com os olhos molhados e acabou chorando bastante. "Eu só queria poder dar alegria para o povo. Peço desculpas a todos os brasileiros", disse, ainda no campo.
A tarde infeliz do capitão começou no primeiro gol da Alemanha. Ele se posicionou mal na cobrança de escanteio, preocupado em marcar Klose - que era cercado por dois outros brasileiros - e descuidou de Thomas Müller, que ficou livre, na segunda trave, para marcar.
David Luiz falharia mais vezes, em lances que resultaram em gols do adversário e em outras bolas que não entraram, mas ajudaram a dar a conotação do massacre de que a seleção brasileira foi vítima. O zagueiro não falou diretamente de seus erros. Preferiu destacar os méritos da Alemanha. "Eles foram melhores, se prepararam melhor, fizeram um jogo melhor. Tomamos quatro gols em seis minutos. É um dia de muita tristeza, mas de muito aprendizado também para a vida".
Ele também não deu explicações para a incrível apatia da equipe, que não demonstrou a menor capacidade de reagir, nem de ao menos impedir a avalanche alemã nos 30 minutos iniciais da partida. E depois que a goleada se configurou, os jogadores se mostraram nervosos e não vibrantes.
Jogador que desfruta de grande empatia com a torcida, David Luiz não escapou de algumas vaias, embora tímidas, no Mineirão. Isso não o revoltou. Voltou a dizer que era importante deixar o Brasil feliz por causa do futebol e garantiu que, se não foi agora, haverá de ser no futuro. "Eu aprendi na vida a ser homem em todos os momentos, não vou fugir de nada, nem desistir. Um dia vou alegrar esse povo de alguma forma", prometeu o zagueiro.


