O novo fiasco do Londrina dentro do Campeonato Paranaense não tirou o ânimo dos dirigentes nem do técnico Tadeu Martins. Por mais assustador que seja o panorama do time no Estadual e o limitado elenco de jogadores pareça não demonstrar poder de reação, a diretoria não teme pelo futuro do clube. Não bastasse a crise técnica que pode culminar com a desclassificação da equipe do Supercampeonato (competição que reunirá os quatro melhores do Estadual mais Atlético, Coritiba, Paraná e Malutrom), o clube ainda enfrenta o problema da falta de dinheiro.
A principal fonte de recursos para bancar a folha de pagamento – orçada hoje em pouco mais de R$ 30 mil mensais (valor este reduzido com os cortes no elenco desde o início do campeonato) – vem do patrocínio de R$ 15 mil da PVC/Brazil. Tem sido rotina os dirigentes botarem a mão no bolso para completar o restante do pagamento. ‘‘Todo mês tem sido esta dificuldade e, agora, não vai ser diferente. Cada um (diretor) vai ter de tirar um pouco de dinheiro para ajudar’’, admite o diretor de futebol, Persius Sampaio.
A possível melhoria nas arrecadações com a entrada no Supercampeonato esbarra na pífia campanha do time no Estadual. Jogando contra equipes de igual condição técnica ou mesmo inferior, o Londrina conseguiu a proeza de perder 6 das 11 partidas disputadas – foi derrotado por União, Grêmio (duas vezes), Portuguesa, Iraty e Rio Branco. Quarto colocado com 13 pontos, o Londrina tem a concorrência de União (13, mas uma vitória a menos), Portuguesa, Rio Branco e Ponta Grossa (todos com 11 pontos).
O desempenho é nitidamente pior do que o verificado no Paranaense 2001, quando enfrentou equipes superiores tecnicamente. Ano passado, foram sete derrotas para Atlético (duas vezes), Malutrom, Rio Branco, União, Coritiba e Prudentópolis.
O panorama negativo em torno do clube não desanima Persius Sampaio, que está tendo sua primeira experiência no futebol profissional. ‘‘Sabia que ia ser difícil. Mas a cidade precisa se movimentar mais e ajudar também.’’ O dirigente cobra ajuda maior do poder público e do empresariado. ‘‘Não queremos que o prefeito nos dê dinheiro, mas sim que leve as grandes empresas a investirem no Londrina’’, pede ele, citando como bons exemplos o apoio da Mourãoense (cede ônibus para treinos e dá descontos em viagens) e do Hotel do Lago.
Persius também contesta as declarações pessimistas em relação ao futuro do clube. ‘‘O futuro do Londrina não é tão negro como estão pintando. Estamos pagando (salários) em dia, quitamos algumas ações (trabalhistas) e temos condições de soltar um balancete. Estamos discutindo ainda uma parceria com o Banco Sicredi já visando a Série B do Brasileiro.’’

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