A Mercedes sacramentou em Sochi (RUS) a conquista do primeiro Mundial de Construtores de sua história com uma dobradinha, a nona da equipe neste ano. A força do conjunto ficou sublinhada no GP da Rússia tanto na vitória tranquila de Lewis Hamilton como no desempenho de Nico Rosberg.
O alemão fez seu único pitstop logo na primeira volta, depois de ter comprometido seu jogo de pneus ao travar rodas na primeira curva, numa tentativa otimista de ultrapassagem sobre Hamilton pela liderança. Depois, Rosberg fez 52 voltas com o mesmo jogo de pneus num ritmo bom o suficiente para garantir a segunda posição sem grandes sustos.
- O que aconteceu na primeira volta foi um erro meu, a curva já estava ganha e eu deveria ter saído dela na liderança. O pneu ficou quadrado e, com tanta vibração eu não conseguia ver nada, por isso fui aos boxes. Achei que minha corrida tinha terminado ali e confesso ter ficado surpreso com o segundo lugar. Devo tudo a meu carro, que esteve inacreditável aqui em termos de performance - relatou Nico Rosberg.
Coube a Hamilton dar à Mercedes o triunfo no segundo GP da Rússia da história, o primeiro tendo sido disputado há cem anos, em São Petersburgo. E vencido também por um carro da marca alemã.
- É incrível ver tudo o que esta equipe conseguiu este ano. Fizemos história. Se você pensar que a Mercedes venceu na Rússia há cem anos e ganhei aqui por eles, ajudando a conquistar o Mundial de Construtores pela primeira vez. Fazer parte disso é uma benção - celebrou o inglês.
A corrida em Sochi foi tranquilamente a menos emocionante do ano. Com exceção da prova de recupera- ção de Nico Rosberg, foi uma disputa com poucas ultrapassagens, e com a maioria dos pilotos fazendo apenas uma parada nos boxes, também com poucas variantes estratégicas.
Um dos poucos que fizeram duas paradas foi o brasileiro Felipe Massa. Relegado ao 18º posto depois de um problema mecânico na classificação do sábado, a Williams adotou a estratégia diferente na tentativa de recuperar terreno em cima da performance do carro. Não funcionou, e ele terminou apenas em 11º, o primeiro fora da zona de pontos.
- Minha corrida estava encaminhando bem até eu chegar no (Sérgio) Perez. O carro dele tinha uma tração boa na saída das curvas e sempre tinha alguém na frente dele para que também pudesse usar a asa traseira móvel. Isso destruiu minhas chances - afirmou Massa.

Imagem ilustrativa da imagem SÓ FALTOU A VODKA
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