Fora o aspecto financeiro, a qualidade técnica da competição também perdeu força neste ano. Prova disso, é que fazem parte dela apenas dois campeões estaduais - Ceará e Paysandu - e de federações que não têm tanta força no cenário nacional.
São Paulo perdeu força e um representante. Agora tem cinco. O Palmeiras veio da Série A e o Oeste, de Itápolis, subiu da Série C. Continuam na disputa São Caetano, Bragantino e Guaratinguetá. Destes, o São Caetano é o que possui maior estrutura financeira e poderá sonhar com o acesso. Ou seja, brigar por uma das quatro vagas. No ano passado, Guarani e Grêmio Barueri caíram para a Série C.
Santa Catarina agora tem quatro times. Mesmo com o acesso do Criciúma para a Série A, recebeu o Figueirense de volta. Além disso, ganhou a presença da Chapecoense, vice-campeão estadual, que subiu da Série C. Avaí e Joinville completam o pelotão. São clubes irregulares, mas a rivalidade pode empurrar algum para cima.
No Nordeste, o Ceará tem tradição de brigar, bem mais do que o Icasa, de Juazeiro do Norte (CE). O Paysandu também sempre é uma incógnita, mas se agiganta com o apoio de sua torcida. Mesmo sem contar com muitos torcedores, o Atlético Goianiense, vice-campeão goiano e rebaixado no ano passado, tem uma boa base para a competição.
O Paraná ainda tem problemas extra-campo, mas aposta alto no jovem técnico Dado Cavalcante, de apenas 32 anos, eleito o "melhor técnico" do Paulistão, desbancando nomes de peso como Tite, do Corinthians, e Muricy Ramalho, do Santos, ou ainda Ney Franco, do São Paulo.
Em Minas Gerais, o América tem uma boa estrutura e dependerá da formação do grupo, ainda indefinida. O Boa costuma ser apenas um figurante. No Rio Grande do Norte, América e ABC são forças intermediárias. O mesmo vale para o Asa, de Arapiraca, único representante alagoano. (A.E.)

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