Menos do que alimentar a ilusão de uma improvável classificação, o que o Santos pretende com uma eventual vitória na partida de hoje, às 17 horas, contra o Fluminense, no Maracanã, é estancar a sequência de episódios negativos ocorridos nesta semana após duas derrotas consecutivas no Brasileiro (3 a 0 para o Internacional e 2 a 1 para a Ponte Preta).
Os problemas começaram no último domingo, na Vila Belmiro, logo depois do jogo contra a Ponte, quando o lateral Leo criticou a diretoria e jogadores reclamaram de atraso nos salários. Obrigado a se retratar, Leo recuou em suas declarações. Sobre os salários, o presidente Marcelo Teixeira prometeu pagar nesta semana.
Na terça-feira, o fisioterapeuta Luiz Alberto Rosan, que também pertence à Seleção Brasileira, levantou a suspeita de que as dores na coxa do meia-atacante Marcelinho poderiam ser ''corpo mole''. Rosan foi desautorizado pelo chefe do departamento médico, Carlos Braga, recebeu uma advertência da diretoria e também teve de se retratar.
Na quarta, o atacante Viola discutiu com torcedores no muro do CT Rei Pelé e tentou impedir fotógrafos de registrar a cena. Na quinta, sem revelar o motivo, o técnico Cabralzinho afastou o goleiro Fábio Costa do grupo e fixou Pitarelli como titular.
Entre os jogadores, prevalece o abatimento provocado pela virtual desclassificação, que fez o grupo mergulhar numa crise e levou a diretoria a começar o planejamento para o próximo ano.
Apesar disso, o discurso predominante é o de que ''a esperança é a última que morre''. ''Embora o grupo ainda esteja abatido, vamos para o Rio com o pensamento de obter uma vitória'', disse o goleiro Pitarelli. Para se classificar, além de vencer seus dois últimos jogos (Fluminense, fora, e Vasco, em casa), o Santos necessita que Bahia, Ponte Preta e Internacional percam duas vezes cada um e que Goiás, Palmeiras e Vasco empatem pelo menos uma vez.
Sem Marcelinho, a novidade que o técnico Cabralzinho preparou para a partida de amanhã é a volta à equipe do volante Válber, que desempenhará a função de líbero, atuando ora à frente, ora atrás dos zagueiros.

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