SÓ ALEGRIA - Tricolor comemora eliminação do Peixe
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sexta-feira, 28 de maio de 2004
Agência Estado 
São Paulo - O São Paulo ganhou motivação extra para o clássico de amanhã, contra o Corinthians. O fato que entusiasmou boa parte do grupo e da diretoria veio da Colômbia: a eliminação do Santos da Libertadores pelo Once Caldas, em Manizales. O clube do Morumbi, assim, livrou-se da forte equipe da Vila Belmiro na semifinal e passou a confiar ainda mais no tricampeonato.
O time tem plenas condições de passar pelos colombianos e avançar à final 10 anos depois de sua última participação da Libertadores. Encarar o Once Caldas é tarefa menos difícil do que duelar com o rival Santos, de Vanderlei Luxemburgo, admite a maioria dos jogadores do elenco. O técnico Cuca concorda, mas prefere ser político e dizer que uma semifinal contra os santistas seria ''mais interessante para a imprensa, para a torcida e para o espetáculo''.
O primeiro confronto com a equipe da Colômbia será apenas no dia 9, no Morumbi - por isso, Cuca escalará força máxima contra o Corinthians. O segundo ocorrerá no dia 17, em Manizales.
É difícil, no Morumbi, deixar de lado a competição continental. Afinal, o título da Libertadores virou obsessão. Cuca, porém, trabalha a cabeça do elenco para pôr em segundo plano o torneio, pelo menos por alguns dias. ''A ordem é não pensar em Libertadores neste fim de semana.''
Corinthians Enquanto isso, o atacante Gil apontou o descaso do Corinthians em relação à sua recuperação de uma pubalgia como o principal motivo para explicar a má fase que atravessa. Há mais de 200 dias o atacante não sabe o que é marcar gols.
Incentivado por seu empresário, Gilmar Rinaldi, o jogador afirmou que no final do ano passado já havia notificado a comissão técnica sobre o problema que o incomodava e impedia de render no campo, mas o clube o submeteu ''a um tratamento meia-boca'', declarou, ontem, em entrevista à Rádio Jovem Pan. Foi suficiente para criar um constrangimento generalizado.
Gil fez questão de deixar claro que hoje está recuperado. Mas sua paciência chegou ao limite e não está mais disposto a deixar sem resposta vários comentários a respeito de alguns hábitos pouco saudáveis seus que rondam o Parque São Jorge. O maior deles é o que o aponta como ''baladeiro''. ''Não quero mais ninguém falando nas minhas costas.''


