Skatistas começam a trilhar carreira profissional
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domingo, 10 de setembro de 2006
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Um esporte quarentão - surgiu nos anos 60 - mas que exibe uma vitalidade de garotão, o skate foi o centro das atenções ontem na Centro Social Urbano (CSU) da Vila Portuguesa em Londrina. A bela pista recém-inaugurada recebeu 120 praticantes amadores da modalidade street do Paraná e do interior de São Paulo durante a 4 Taça ASKL de Skate, que distribuiu R$ 6 mil em premiações. Todos em busca de acumular experiência para um dia se tornarem profissionais.
Organizador da competição, Igor Mori lembrou que a chuva de sábado interferiu no evento e provocou a desistência de alguns skatistas. As baterias tiveram que ser concentradas todas ontem. ''Mesmo assim, o nível técnico permaneceu muito bom'', valorizou. A primeira competição realizada na pista do CSU atraiu um bom público e, segundo Mori, a melhor estrutura vai ajudar a divulgar o esporte, a expandir o número de praticantes e a aprimorar a técnica de quem pretende seguir carreira sob quatro rodinhas.
Entre os participantes, a expectativa também era a melhor possível. Competindo já há cinco anos e uma esperança para o futuro, o londrinense Diego Rett, de 17 anos, competiu na categoria Amador 2 e disse que estava feliz por ''andar'' em casa mas o público de muitos amigos atrapalhou. ''Fiquei meio nervoso mas valeu'', falou. Renan Zazula, 17, competiu com tanta gana pela Iniciantes que acabou quebrando dois skates. ''Gostei do que fiz. Só não curti quebrar o skate que era do meu amigo'', brincou.
Vindo de Ibiporã, Jean Hamilton, 12, compete pela Mirim mas ontem teve de enfrentar os marmanjos na final da Iniciantes. Sorte dele que da arquibancada os pais, o pedreiro Hamilton Júnior, 33, e a costureira Edna Dias, 33, davam aquela força. ''Acho que ele tem futuro porque é um garoto novo'', analisou o pai. ''Ele tem pinta de skatistas'', ''corujou'' a mãe.
Uma das poucas meninas a competir - na categoria Iniciantes -, a apucaranense Thais Caroline, 13, teve que enfrentar os meninos mas estava satisfeita. ''É mais difícil mas deu tudo certo'', afirmou a adolescente que em um ano e três meses no esporte já é a primeira no ranking paranaense feminino e a segunda no Brasileiro em sua categoria.


