Skate: um esporte heterogêneo
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segunda-feira, 07 de novembro de 2011
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
O perfil dos praticantes de skate e espectadores da 5 Taça ASKL de Skate realizada no final de semana foi bastante heterogêneo e reuniu pessoas de diversas profissões, desde servente de pedreiro, estudante de odontologia, designer, dono de pizzaria e até pós-graduado em comunicação organizacional.
O diretor esportivo e secretário da Associação de Skate Londrinense (ASKL), Willian Moura, de 26 anos, enalteceu a participação de pessoas como a do maringaense radicado em Londrina Wilson Cândido Junior, que está estudando odontologia na Universidade Estadual de Londrina. ''O Wilson Junior é o nosso futuro dentista e é importante ressaltar a participação de pessoas como ele, pois o skate ainda é visto como um esporte marginalizado no Brasil. Ele estuda odonto e nem por isso deixa de praticar o esporte'', declara.
Wilson Junior mora em Londrina há três anos e está no quarto ano de Odontologia. Ele diz que o preconceito parte de pessoas que não conhecem o esporte. ''Tem muitos profissionais graduados que andam de skate. Eu moro com um economista que também anda de skate nas horas vagas'', relata.
O estudante de odontologia afirma que o preconceito está acabando aos poucos, mas a imagem da pessoa que utiliza roupas largas ainda gera uma certa reserva por parte de não-praticantes do esporte. ''É claro que, como em qualquer outro esporte, existe uma minoria que faz coisas erradas e acaba prejudicando a imagem das pessoas boas'', salienta.
Para ele, a cidade precisa investir em mais eventos como esse. ''Os eventos esportivos engrandecem os atletas e a sociedade passa a enxergá-los não como marginais, mas como atletas que andam de skate'', destaca.
Seu colega Lucas Bonilha é economista e pós-graduado em Comunicação organizacional e pratica skate há 13 anos. Bonilha aposta em eventos como a Taça ASKL para elevar o esporte para outro patamar. ''Nos dias 19 e 20 deste mês organizaremos uma outra competição chamada Londrina AM (de amador) que vai pagar R$ 2.000 em prêmio para o primeiro colocado para que skatistas de todo o Brasil venham participar'', ressalta.
Outro graduado em ensino superior, o designer Rafael Nishiura, de 25 anos, atende indústrias moveleiras em Arapongas e veio acompanhado por sua namorada, a estudante de medicina Gabriela Carvalho Gonçalves, de 23 anos. Gabriela destaca que o skate é um esporte sério e que faltam incentivos tanto do setor público como do privado. ''No Brasil parece que existe só o futebol e esquecem dos outros esportes'', critica.
O cambeense Marco André de Souza é servente de pedreiro e skatista iniciante e queria competir, mas errou o dia para a sua categoria e acabou como espectador. Ele acompanhava as manobras ao lado do dono de pizzaria Julio Cesar Stabile, de 25 anos, e se empolgavam quando os competidores realizavam uma boa manobra. '' Uau! Um back side grind no cano maior!'', exclamava Souza quando via uma manobra bem executada com a parte de trás do skate. ''Eu gosto do hard flip e do kick flip que são manobras bem difíceis'', revela Stabile.


