Uma galera eclética com gostos e estilos variados desde o jeito de se vestir até o gosto musical. Assim é a ''tribo do Skate'' de Londrina que embora fuja do estigma de um estilo único - camisetas e calças largas e vários bolsos - ainda conserva em sua maioria o boné virado para trás e a paixão pela prancha de 4 rodas.
Na cidade, a prática do esporte, segundo os próprios atletas, é complicada pela falta de espaços próprios. Pensando em melhorar essa situação um grupo se uniu e investiu na revitalização da pista que fica no Zerão, onde ontem realizaram um campeonato que contou com cerca de 150 inscritos de todo o Paraná e também do sul de São Paulo.
O comerciante Robyson Duarte, que tem uma loja especializada em artigos ligados ao skate, conta que o pessoal comprou a ideia de investir na pista e que essa união é o que faz dessa atividade algo diferente de qualquer outra coisa. ''O skate é muito mais que um esporte. Na competição, um torce pelo outro'', diz.
Duarte revela que os benefícios do skate não estão apenas na força da amizade e na união de seus adeptos, mas por ensinar as pessoas a se acostumar com os tombos e a se levantar. ''O erro faz parte do skate e isso nos ensina a lidar melhor com as frustrações da vida''.
Outros dos estigmas que carrega o skate é ser um esporte feito essencialmente por homens. Mas em meio a todos os competidores estava a estudante Giselia Nascimento Pereira, de 16 anos, que entre idas e vindas procura superar o preconceito e também convencer suas amigas que esse ''estilo de vida'' é bacana. ''Algumas pessoas te olham diferente, mas acho que você tem que fazer o que gosta''.

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