Situação vence as eleições no Londrina
Lúcio Flávio Moura
De Londrina
A chapaLondrina SASC/2000, vencedora ontem das eleições para o Conselho Deliberativo do Londrina Esporte Clube, deve confirmar, no próximo dia 27, um novo mandato para o atual presidente José Carlos de Castro Costa, o Zé Café, 60 anos, e o vice-presidente Agostinho Miguel Garrote. A provável reeleição dará o direito aos dois de permanecer na direção do clube no biênio 2000/2001.
O resultado decepcionou a chapa vencedora, que aguardava uma votação mais expressiva em relação ao universo de inscritos, e mais ainda a chapa Londrina Rumo ao Terceiro Milênio, lembrada por apenas 6,5% dos que foram as urnas. Contava com os sócios que não frequentam a sede, mas eles não vieram, admitiu Luiz Antônio Flausino, policial civil de 35 anos, que liderou a chapa derrotada.
O domingo ensolarado fez o movimento na sede campestre da Vila Hípica (zona oeste) ser acima da média, mas não atraiu a parcela adormecida dos frequentadores do LEC. Apenas 351 dos 4.379 eleitores aptos votaram ontem. A situação obteve uma vitória esmagadora: 327 votos (92,6% do total). A oposição teve apenas 22 votos. Dois eleitores votaram em branco.
Meu plano é continuar o bom trabalho desenvolvido na sede campestre, investir no futebol amador, incentivar o boxe e montar uma equipe de futsal competitiva, antecipou Zé Café à Folha.
O coordenador-geral do Departamento de Futebol, Célio Guergoletto, estava satisfeito com a vitória da situação.É um prêmio para o bom trabalho desenvolvido na sede, que hoje é autosuficiente, e dá um respaldo importante para o futebol do clube, comentou.
Guergoletto destacou o cuidado com o campo de futebol da sede, local que já abriga os treinos da categoria infantil e se comprometeu a viabilizar a construção de um prédio de apartamentos que serviria como concentração aos jogadores da equipe júnior.
O presidente, virtualmente reeleito, lembrou que os salários dos oito funcionários da sede estão em dia e que as ações trabalhistas contra o clube diminuiram de 118 para 81 nos dois últimos anos.
Zé Café destacou também a queda relativa da dívida total do clube, segundo ele, estacionada em R$ 3 milhões. Em dólar, caiu pela metade, calcula.
Se depender de seu presidente, o Londrina terá parcerias com a iniciativa privada, com modelos aplicados em outros clubes, mas jamais adotará o formato de sociedade anônima no futebol. Com a S/A, o resto do clube morre, prevê.
Para financiar o time profissional na volta à Primeira Divisão do Campeonato Paranaense, Zé Café pensa em vendas antecipadas de ingressos à comerciantes e empresários, que os usariam em campanhas promocionais, divulgando ao mesmo tempo os pontos de distribuição e os jogos. Com esta fórmula podemos vender até 100 mil ingressos antes do campeonato, exagera.
Bem-sucedida ou não, a receita da campanha por mais recursos para o LEC deve financiar um time modesto, baseado em uma promoção coletiva de atletas dos juniores e nas contratações de jogadores baratos e experientes.
Paulista de Ribeirão Preto, mas morador em Londrina há 44 anos, Zé Café conseguiu o apelido nos 27 anos que trabalhou como executivo da Companhia Cacique de Café Solúvel.
Ele acredita ser o responsável pela escolha do alviceleste como a combinação oficial de cores do Tubarão. Em 1955, adolescente, ele se entusiasmou com a campanha da Folha de Londrina para escolher as cores da camisa do recém-fundado Londrina. De bicicleta, parando de casa em casa, enfrentou lama vermelha, mas conseguiu 1,5 mil cupons, suficientes para eleger as cores de sua preferência.A chapa encabeçada por Zé Café/Agostinho Garrote vai continuar dirigindo o Londrina por mais dois anos
- Paulo WolfgangCélio Guergoletto cumprimenta Zé Café depois da vitória sobre Flausino: por enquanto, sede e futebol continuarão falando a mesma lingua no LEC





