Situação é de dar dó, diz treinadora
A piscina de 25 metros da Acel, que já foi palco de grandes vitórias de Rogério Romero e de Diogo Yabe no início de suas carreiras, hoje é um espaço ocioso e sem vida. O terreno onde ficava o clube foi vendido a uma igreja e até alguns anos atrás o parque aquático ainda foi usado de forma arrendada para aulas e treinos da Associação Londrinense de Natação (ALN).
Porém, o cenário atual é de ''dar dó'', observa a técnica Karen Romero, que durante os anos de 1983 a 1988 foi técnica dos atletas de alto rendimento da Acel, que até 1990 se destacavam nos Brasileiros e no Troféu José Finkel, o principal da natação brasileira. ''Não dá pra acreditar que chegou nessa situação. Me dá dó ver aquela piscina vazia. Lembro que nos anos 80 chegamos a ter mais de 700 nadadores treinando na Acel'', recorda Karen, que é irmã de Rogério.
Ela lembra ainda que havia uma rivalidade com o Country, que também mantinha boas equipes, mas tudo se acabou quando a Acel vendeu sua sede e o Country desistiu de investir na modalidade. ''Hoje a natação está mais restrita às academias, onde o enfoque não é a competição, mas a sa© úde'', compara Karen. Ela sonha ver um dia em Londrina um clube que volte a investir no esporte, como faz o Minas Tênis, em Belo Horizonte, e o Pinheiros-SP.
''O Minas tem mil crianças matriculadas na natação e mais 800 na fila de espera. E isso só entre os sócios, sem contar os atletas de competição, que treinam profissionalmente'', citou. O clube, que tem patrocínios fortes, como da Fiat e da Telemig, é a casa do maior nadador brasileiro na atualidade, Thiago Pereira. (J.K.)





