A proximidade das festas natalinas e de final de ano pode adiar para maio de 98 uma definição quanto à situação do Estádio Pinheirão, que teve decretada a penhora, na semana passada, por decisão do juiz da 1ª Vara Cível de Curitiba, Renato Bettega. Segundo o advogado do Atlético, Augusto Mafuz, mesmo que a Federação Paranaense de Futebol (FPF) entre com recurso, o processo deve ficar parado na justiça em função das férias forenses, que vão de 22 de dezembro a cinco de fevereiro. ‘‘Acredito que em maio do ano que vem tenhamos uma definição sobre esta pendência’’, disse Mafuz.
Caso não pague a dívida que tem com o Atlético, a FPF corre um sério risco de perder o Estádio Pinheirão. O rubro-negro cobra, na Justiça, o descumprimento do contrato de uso do estádio firmado entre o clube e a entidade, que lhe dava direito a 10% sobre a venda dos produtos licenciados da FPF (estacionamento, camisetas, cadeiras, camarotes e promoções esportivas). O valor devido é de cerca de R$ 4,5 milhões (R$ 2,6 milhões de multa líquida).
A FPF deve entrar com um recurso contra a decisão do juiz. Isso deve atrasar um pouco o cumprimento do despacho. Caso a FPF perca novamente, a sentença deverá ser cumprida. Se o presidente da FPF, Onaireves Rolim de Moura, não pagar, o Pinheirão irá a leilão. ‘‘Se não houver comprador o Atlético irá informar que é o credor e ficará com o Estádio’’, disse Mafuz.
Até o final da tarde de ontem, a FPF ainda não havia recebido a notificação da Justiça. O advogado da FPF, Lourival Barão Marques, disse que mesmo sabendo do que trata a sentença, ainda não começou a preparar a defesa. Mas tudo indica que os advogados da entidade deverão mesmo bater na tecla que o estádio é ‘‘impenhorável’’, como argumenta o presidente Moura. Segundo ele, a lei que permitiu que o estádio fosse construído tratava, em um de seus artigos, da impenhorabilidade do Estádio. ‘‘Na lei municipal ficou claro que o estádio é impenhorável’’, disse Moura.

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