Situação de Robinho permanece indefinida
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quinta-feira, 14 de junho de 2007
Gazeta Press 
São Paulo - O atacante Robinho seguiu sua programação e participou normalmente do treino do Real Madrid na manhã de ontem. O atleta se prepara para o jogo contra o Mallorca, neste domingo, pela última rodada do Campeonato Espanhol e adiou sua apresentação à seleção brasileira, que treina para a Copa América.
Ao mesmo tempo, o procurador do jogador, Wagner Ribeiro, confirmou em entrevista à Rádio Bandeirantes que o Real Madrid utilizará o atleta e tem o respaldo da Fifa para fazê-lo. ''O Real tem todo respaldo. Ontem (quarta-feira), eles entraram em contato com a Fifa e a Federação Espanhola e tiveram a permissão'', comentou Wagner.
A informação da decisão da Fifa havia sido divulgada pela rádio espanhola Cadena SER na quarta-feira, mas não tinha a confirmação das partes envolvidas. Com a liberação, o Real escapa de possíveis sanções pela utilização de Robinho sem o aval da CBF, que exigia a apresentação do atacante à seleção, conforme regulamento da Fifa, que pede aos clubes para liberarem seus atletas com, pelo menos, 15 dias antes de competições oficiais, caso da Copa América.
Ribeiro negou que Robinho tenha cogitado a idéia de pedir dispensa da seleção. ''Nunca passou pela cabeça dele isso. Ele quer defender a seleção, está abrindo mão de suas férias, mas ele também quer disputar este jogo pelo Real. Na segunda, ele deve se apresentar'', explicou Ribeiro.
O empresário revelou ainda que o atacante conversou com Américo Faria, responsável pelo departamento de seleções da CBF. ''O Robinho falou com o Américo, mas o Américo disse que não poderia resolver, que era um caso da presidência. Tentamos falar com o (presidente) Ricardo Teixeira, mas ele está no Paraguai'', explicou o empresário.
Por sua vez, a CBF não confirma a opção da Fifa e veiculou em seu site oficial a carta enviada na terça-feira à Federação Espanhola de Futebol, com cópia para o Real Madrid, em que se recusava a liberar o atacante e exigia sua apresentação até essa quarta-feira, o que não ocorreu.
Goleiros - Pela primeira vez em 90 anos de Copa América, a seleção brasileira tem na briga pela titularidade dois goleiros que atuam fora do país. Diferente da edição passada, quando Julio César (Flamengo) e Fábio (Vasco) foram convocados, desta vez a camisa um está entre Hélton (Porto-POR) e Doni (Roma-ITA).
Hélton, que larga na frente pela vaga, diz que ôsem dúvida" o goleiro brasileiro está mais respeitado no exterior. ''A gente tem que agradecer ao Taffarel e ao Dida, que foram os que abriram as portas para os brasileiros lá fora'', comentou antes do início do treino da tarde de ontem.
Criticado nos tempos de Corinthians, Doni se firmou na Itália e agora tenta convencer o técnico Dunga. ''Amadureci bastante e isso acaba ajudando dentro de campo'', contou. ''A confiança do treinador você conquista no dia-a-dia, trabalhando e mostrando que tem condições'', completou.


