Apesar do lema de não violência, o site da Falange traz músicas que fazem apologia à violência e até exibe ‘‘troféus’’ conquistados de torcidas rivais, como camisas e faixas. ‘‘Pode até parecer estranho e contraditório, mas as letras das músicas são antigas e são cópias de outras torcidas’’, justifica Fernando César Pereira. ‘‘Nenhuma torcida no Brasil vai achar ruim ou criar tumulto por causa de palavras’’, acredita ele, exemplificando que torcedores da Falange e da Fanáticos do Atlético-PR trocaram ofensas e após o jogo foram tomar cervejas.
Segundo ele, a busca por objetos de torcidas adversárias faz parte da rixa entre os membros das organizadas. O site exibe uma faixa da Império, organizada do Coritiba tida como a mais violenta do Estado. Fernando afirma que, desde que assumiu o comando da Falange há três anos, vem tentando mudar o modo de agir do grupo. ‘‘Não dá para mudar do dia para a noite, mas devagarinho estamos mudando a mentalidade e não sendo mais a provocadora da situação.’’ Ele, no entanto, faz uma observação: ‘‘A gente nunca vai dar a cara para bater. Se alguém tomar algum material nosso ou mesmo partir para a agressão física vamos reagir.’’

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