Nesta semana que antecedeu o GP do Brasil de Fórmula, quase pouco foi falado em relação às disputas entre Jacques Villeneuve, da Williams, e Michael Schumacher, da Ferrari. Dos brasileiros, então, a expectativa é das piores possíveis. Enquanto Rubens Barrichello, da Stewart, e Pedro Paulo Diniz, da Arrows, torcem para fazerem apenas uma disputa sem maiores problemas, Ricardo Rosset, da Tyrrel, só quer terminar a prova. O assunto que tomou conta desta corrida foi o sistema de freios utilizado pela McLaren.
Como se sabe, o time comandado por Ron Dennis venceu com folgas a prova de abertura do Mundial, na Austrália, chegando ao luxo de Mika Hakinnen, o vencedor, e David Coulthard, o segundo colocado, darem, até então, uma inimaginável volta sobre a toda-poderosa Williams, que chegou em terceiro com Heinz-Harald Frentzen. Mas quem se queimou mesmo com a performance da McLaren foi a Ferrari, que não se conformou com o desempenho do time inglês.
Neste intervalo das duas provas e nesta semana que antecedeu ao evento, o único assunto era este, com a Ferrari prometendo entrar com um recurso na Federação Internacional de Automobilismo. Toda esta polêmica é porque o time italiano entende que o sistema dá uma ajuda a mais ao piloto, o que é proibido pelo regulamento, e age como se fossem quatro rodas esterçantes e não apenas as dianteiras, também proibidas. Cargas distintas sobre as rodas traseiras facilitam o contorno de curva, como se as quatro rodas direcionassem o veículo. É assim que pensa a Ferrari.
E o que dizer após os treinos de ontem, quando a McLaren não utilizou o tal sistema de freios e foi a mais veloz na pista? Mais uma vez Hakkinen e Coulthard dominaram a movimentação, deixando o terceiro colocado, o alemão Ralf Schumacher, da Jordan, a 1s5 do primeiro colocado? A coisa pode piorar na corrida de hoje.
E não é só a McLaren que foi acusada. Williams e Jordan também estariam ameaçadas de até não poderem utilizar o tal sistema hoje. Como esta coluna foi fechada antes dos treinos de ontem, resta esperar a corrida. A McLaren volta a fazer ‘dobradinha’? A Williams e a Ferrari se recuperam? E os brasileiros? É muita confusão para uma corrida de F-1. E é isso que faz a adrenalina subir neste GP. Afinal, estamos no Brasil.

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