Síndrome do Fluminense ronda o Grêmio Maringá
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segunda-feira, 08 de março de 1999
Marccio W. Varella e Redação 
O Grêmio Esportivo Maringá enfrenta a síndrome vivida pelo Fluminense no Campeonato Brasileiro. O tricolor carioca fez péssima campanha na competição nacional nos dois últimos anos e foi rebaixado sucessivamente para a Série B em 98 e para a Série C em 99. O Grêmio Maringá, fusão do Maringá Futebol Clube com o Grêmio Esportivo Paranaense, foi rebaixado ano passado juntamente com o Londrina para a Série A-2 (segunda divisão) do Paranaense e, agora, se vê ameaçado de cair para a obscura terceira divisão (Série A-3) estadual.
O time maringaense perdeu seus três jogos na segundona do Paraná e é, ao lado do Iguaçu de União da Vitória, candidato sério ao rebaixamento. Grêmio e Iguaçu são os lanternas dos grupos C e B, respectivamente, sem nenhum ponto ganho em três partidas. Pelo regulamento da segundona, os dois últimos colocados caem para a Série A-3.
O fraco desempenho do Grêmio já trouxe reflexos para a comissão técnica e o elenco. O técnico Zé Umberto pediu demissão do cargo ontem após reunião com a diretoria. Há 12 jogos que o time não vence. A última vitória da equipe foi no dia 26 de novembro sobre o Paraná Clube (3 a 2), em Maringá, pelas semifinais da Copa Paraná. Na Copa Sul, disputada no mês passado, o Grêmio só conseguiu um empate em seis partidas. Domingo, perdeu em casa para o Cintos Mima, de Colorado, por 2 a 0. Foi a terceira derrota consecutiva do Grêmio, duas em casa, pela segundona.
O lateral-esquerdo Admílson e o volante Gian pediram rescisão do contrato. Outros cinco jogadores deverão ter seus passes liberados. A reunião que definiu os nomes dos que vão sair começou no final da tarde e deveria se prolongar até o final da noite de ontem. Por enquanto, o coordenador-geral do departamento de futebol do clube, professor José Calazans, ocupará o cargo de treinador.
Além da crise de vitórias, o Grêmio enfrenta outro problema, desta vez jurídico. O clube decidiu manter o empresário Osmar Braguin na presidência, apesar da decisão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paranaense de Futebol (FPF) ter determinado que Braguin fosse afastado do cargo.
Braguin teve seu nome homologado pelo presidente da FPF, Onaireves Rolim de Moura. Mas o TJD argumentou que a Federação não tem competência para intervir no clube.
A decisão do juiz Ítalo Tanaka Júnior, do TJD, foi tomada devido ao pedido de liminar assinado por Ênio Pohlmann, que é presidente do Grêmio de Esportes Maringá, proprietário do Brinco da Vila, onde o Grêmio Esportivo Maringá (que disputa a segundona) treina e se concentra.


