Síndrome das semifinais prejudica Unopar
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terça-feira, 02 de maio de 2006
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
Um sentimento de frustração tomou conta das jogadoras da Unopar/Londrina/Grêmio/Sercomtel após mais um fracasso na Taça Brasil de Clubes, encerrada no último domingo, em Catalão (GO), que teve o Kindermann-SC como bicampeão. O time londrinense novamente caiu na semifinal. Agora são quatro participações em semifinais e em todas o time tremeu na hora da decisão.
Parece que fica o estigma de que a equipe não sabe jogar decisões. A ansiedade toma conta das jogadoras e aí surgem várias chances, mas o gol não sai, lamentou ontem a técnica Vanda Sanches. Após ter feito a melhor campanha da primeira fase, com cinco vitórias e um empate, o time sucumbiu na semifinal diante do Jaguaré/Osasco-SP, que contava com duas que já serviram a seleção brasileira a ala Silvana e a pivô Gláucia.
As meninas sabiam que era o jogo da vida delas. Nossa equipe era superior ao Osasco e tivemos maior volume de jogo, mas faltou competência na hora das finalizações. Tudo por causa do excesso de ansiedade, afirmou a treinadora, que não quis culpar as jogadoras pela derrota por 2 a 1.
O time da Unopar abriu o placar no segundo tempo, com gol de falta, e teve mais quatro chances claras de gol, em lances de contra-ataque, mas em todas elas as jogadoras perderam cara a cara com a goleira, relatou Vanda. Daí o Osasco empatou e virou o jogo em falha da defesa londrinense. É triste. Ficamos sem tomar gol por cinco jogos e eu confiava na minha defesa, porque o empate na prorrogação era nosso. Mas tomamos o segundo gol, elas se fecharam e daí faltou competência para empatar, analisou a técnica.
Vanda fez questão de frisar que na semifinal as pivôs Paca, com lesão na panturrilha, e Eliane, com dores no joelho, jogaram no sacrifício. O que fez a diferença, segundo ela, foi a lesão da ala Léo, que torceu o joelho no segundo tempo e saiu carregada da quadra. A equipe sentiu a saída dela, pois a Léo tem um ímpeto muito grande. As três que entraram (Naná, Paula e Vivian) não conseguiram manter o mesmo nível e o time caiu, relatou.
O desânimo foi tanto após a eliminação, que na decisão do 3º lugar contra o Ninho de Águias-AM, o time entrou em quadra chorando. Daí, nessas condições, não quis cobrar nada, esclareceu Vanda.
A técnica reconheceu que o time perdeu a chance mais clara de chegar a uma final e agora terá que começar tudo do zero na Liga Nacional, prevista para começar em agosto. Para a competição, a técnica pensa em trazer duas jogadoras que já passaram por aqui, acostumadas a decisões: a fixa Raquel, que joga na Espanha, e a pivô Dayane, que está na França, e jogou no time ano passado.


