Sindicatos aderem ao apoio a Sandro Hiroshi
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terça-feira, 02 de novembro de 1999
Por Arnado Ribeiro 
São Paulo, 03 (AE) - A idéia dos jogadores do São Paulo, que ameaçam entrar em greve caso Sandro Hiroshi seja banido do futebol, como chegou a cogitar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ganhou força. Após receberem manifestações de solidariedade dos companheiros do Santos e Corinthians, os são-paulinos já contam com o apoio do Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado e até da CUT e Força Sindical para a iniciativa deles.
"Falei hoje com o Anderson (lateral do São Paulo) e estamos decididos a organizar um protesto, uma greve que seja, se essa hipótese de o Sandro ser eliminado do futebol persistir , afirmou o presidente do Sindicato dos Atletas de São Paulo, Rinaldo Martorelli. "Também falei com o Paulinho, da Força Sindical, que se colocou à disposição, e soube que o Vicentinho, da CUT, é outro que está conosco.
Martorelli não quer que o movimento seja encarado como uma apologia da impunidade. "Não somos favoráveis ao crime, porque falsificação de documentos é um crime, mas o garoto não pode carregar uma cruz que não é dele; ele foi conivente com a adulteração, mas não fez isso sozinho, disse. "O Sandro merece uma punição, sim, mas de acordo com a transgressão.
Segundo Martorelli, a pena do jogador seria a suspensão por até um ano de suas atividades. "É isso o que diz o artigo 281 do Código Brasileiro Disciplinar de Futebol, justificou.
"Estou com o pessoal do São Paulo e acho que uma suspensão de cinco meses para o Sandro seria suficiente, disse Dinei, do Corinthians. "Até que enfim os atletas paulistas estão-se mobilizando por uma causa coletiva, festejou Martorelli.
Ressalva - Preocupada com a repercussão do caso, a CBF divulgou, em nota oficial hoje, o seguinte: "... ao adotar essas medidas (suspensão dos registros de atletas), (a CBF) não está impedindo os jogadores de exercer a atividade profissional, mas tomando as providências necessárias para coibir a prática de falsificação de documentos... a decisão final será do TJD e, se houver recurso, da Secretaria-geral da Fifa.


