São Paulo, 05 (AE) - Em reunião com jogadores e integrantes da comissão técnica do São Paulo, hoje à tarde, no CT da Barra Funda, Rinaldo Martorelli, presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, decidiu que não haverá greve em defesa do atacante Sandro Hiroshi, ameaçado pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, de ser banido do esporte. O sindicato vai promover, a partir de quarta-feira, apenas um protesto para repudiar a medida da CBF.
"Até segunda-feira, os jogadores vão decidir como será a manifestação", informou Martorelli, que pretende mobilizar representantes dos oito clubes paulistas da Série A do Campeonato Brasileiro. O protesto deverá ter faixas, camisetas e bonês com críticas à entidade. "A greve, apesar de ser um movimento legítimo, pode afetar a condição profissional do jogador, abrindo a possibilidade de retaliações."
Segundo Martorelli, Ricardo Teixeira exagerou nas suas ameaças. O presidente do sindicato pretende, também, entrar na Justiça para que o atleta volte a ter condições de jogo. A idéia é apelar para o Tribunal do Trabalho, no Rio. "A decisão da CBF foi arbitrária", disse. "Não se pode suspender um jogador sem julgamento." Martorelli, que diz ser contra qualquer tipo de impunidade no futebol, defende uma punição de 29 dias para Hiroshi, como determina a Lei Pelé.

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