Curitiba - Antes mesmo de ser confirmado se haveria ou não um boicote ao Brasileirão, o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado do Paraná (Sindatleta) entrou com uma representação contra a CBF e o Clube dos 13, responsabilizando-os por infringir o que determina a Lei do Estatuto do Torcedor. Caso a representação seja aceita, as penas aos dirigentes vão desde a suspensão até a destituição compulsória dos dirigentes envolvidos.
O Sindatleta lembra que existe agora um calendário anual de eventos oficiais, aprovado pelo Sistema Nacional de Desporto, que deve ser obedecido.
O documento protocolado ontem às 17h27 no Ministério Público Federal, em Curitiba, lembra também que, se a competição for paralisada, haverá quebra de contratos de patrocínio e televisionamento, ''lesando milhares de assinantes/torcedores que compraram ingressos antecipados e o pay-per-view das televisões a cabo ou por assinatura, infringindo frontalmente o código do torcedor''.
''Se não houver o boicote, tudo bem, mas se houver, já estamos cobrando providências do Ministério Público'', afirmou o superintendente do Sindatleta, Fábio Aguayo.
O presidente da Paraná Esportes, Ricardo Gomyde, também se posicionou a favor do Estatuto. ''A Paraná Esportes é favorável ao Estatuto, que trará a transparência na administração dos clubes e entidades de futebol. Os pontos mais difíceis, como a numeração dos ingressos, terão prazo maior para ser cumprido e um ou outro pode ser negociado'', afirmou.

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