Rio de Janeiro - A indicação do juiz Carlos Eugênio Simon para apitar a final do Campeonato Brasileiro vem coroar um ano em que se envolveu em várias polêmicas. Como profissional, ele realizou o sonho de arbitrar em uma Copa do Mundo, mas viveu todas as adversidades ao ser acusado de beneficiar o Corinthians na decisão da Copa do Brasil, contra o Brasiliense, em São Paulo.
Com 18 anos de profissão, Simon teve sua credibilidade colocada sob suspeita por causa dos supostos erros na vitória do Corinthians sobre o Brasiliense, por 2 a 1, em maio. Na ocasião, o juiz não teria marcado um pênalti do corintiano Anderson em Carioca, e ainda validou um gol do atacante Deivid, no qual, no início da jogada, Gil teria cometido falta no zagueiro adversário.
Por causa dos supostos erros, Simon chegou a ser chamado de ''safado'', ''pilantra'' e ''ladrão'' pelo ex-senador Luiz Estevão. Todo o episódio rendeu a Simon uma suspensão aplicada pela Comissão Nacional de Arbitragem.
A punição não impediu que Simon realizasse o sonho de apitar em uma Copa do Mundo. Ao voltar do Mundial asiático e atuar no Campeonato Brasileiro, Simon foi novamente suspenso pelo presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Armando Marques. O dirigente afirmou que o juiz estava de ''salto alto'' e cometendo muitos erros, por isso, ficaria na ''geladeira''. (A.E.)

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