completando 45 anos e prestes a encerrar a carreira, esperava conduzir a decisão. Mas não surpreendeu o gaúcho. "Sempre batalhei com o objetivo de estar na final e esperava ser lembrado", explicou Simon. Ele acha que o bom desempenho na decisão do ano passado favoreceu seu nome. "Fui nota 10, segundo vocês, da imprensa, disseram", recordou. Simon soma 15 anos de arbitragem, ganhou experiência em clássicos regionais - neste ano apitou finais em Pernambuco, Rio Grande do Norte e Maranhão. É o nome mais frequentemente indicado para os clássicos gaúchos entre Internacional e Grêmio, jogos de difícil controle. "Em maio deste ano, fui escolhido o melhor arbitro do sul-americano sub-20, em Mar del Plata", lembrou. árbitro da Fifa, ele também esteve no mundial sub-20, , em abril, na Nigéria. Cuidadoso com a forma física, Simon emprega "três a quatro horas do dia" em exercícios. Pratica corrida, alongamento, natação e musculação. Ao bom preparo, acrescenta a disciplina, como "filosofia de trabalho". Na sua imagem, a "marca registrada", como admite, é o cabelo caprichosamente assentado com gel, que só usa assim quando está em campo. "Eu não revelo a receita", brincou. "É algo que ficou dos tempos em que tinha uma vasta cabeleira". "Coloquei uma vez, ficou bem e mantive"
resumiu. Pai de quatro filhos - o mais moço com um ano e dez meses e o mais velho com 17 anos - Simon é jornalista formado pela PUC/R, em 1993.Por Ayrton Centeno Porto Alegre, 21 (AE) - Escolhido pela segunda vez consecutiva para apitar afinal do Campeonato Brasileiro, o arbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon, promete humildade, dignidade e seriedade na condução da partida. Simon, de 34 anos, adiantou que não abrirá mão de seu papel de disciplinador, porém sem confundir a imposição da autoridade com a humilhação do outro. "Jamais coloquei dedo em riste na cara de qualquer jogador" reiterou hoje ao comentar sua indicação para apitar Corinthians x Atlético Mineiro, amanhã, no Morumbi. Simon definiu sua presença no jogo como "uma grande honra". Conhecido pela ponderação e equilíbrio, o árbitro diz não acreditar em confusões caso o centroavante Luizão, do Corinthians - expulso no fim da segunda partida, após agredir ao lateral Mancini - seja escalado nesta quarta, beneficiado por um eventual efeito suspensivo da pena. "São colegas de profissão. Dentro do gramado, deve haver respeito de um profissional pelo outro", reparou Simon. A escolha do árbitro da final decepcionou Cláudio Cerdeira, que,

mockup