Londres - O GP da Inglaterra está provisoriamente fora do calendário de 2005 da Fórmula 1. A retirada foi decidida ontem pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), porque os administradores do circuito de Silverstone não chegaram a um acordo financeiro com Bernie Ecclestone, presidente da FOM (Formule One Management), empresa que detém os direitos comerciais da categoria.
A Inglaterra, no entanto, ainda tem esperança de manter seu GP, em outro circuito. O prefeito de Londres, Ken Livingstone, inclusive, já anunciou interesse em promover uma corrida nas ruas da cidade.
A retirada do tradicional circuito inglês do calendário ainda que a situação possa ser revertida é mais uma demonstração de força de Ecclestone. Ácido crítico de Silverstone, ele deu prazo até hoje para os administradores do autódromo concordarem em pagar US$ 21 milhões para continuar organizando a prova. Só que a oferta não passou de US$ 16 milhões.
''Fomos até onde podíamos. Perder o GP é um desastre, mas nada podemos fazer. Eles (a FOM) querem um dinheiro que simplesmente não temos'', disse o ex-piloto Jackie Stewart, presidente do Clube Britânico dos Pilotos de Corrida (BRDC), que administra Silverstone.
O GP da Inglaterra jamais saiu do calendário da Fórmula 1 desde a criação do campeonato, em 1950. Até 1987, Silverstone e Brands Hatch se revezavam como sede da corrida.
Nova categoria Sheikh Maktoum Hasher Maktoum al-Maktoum, membro da família real de Dubai, Qatar, lançou, ontem, em Londres, uma alternativa de inverno para a Fórmula 1, a categoria A1 Grand Prix.
A A1 Grand Prix seria como uma Copa do Mundo do automobilismo, onde 20 pilotos compretiriam por equipes nacionais, com carros idênticos, todos construidos pela fábrica de chasis americana Lola. Segundo Maktoum Hasher o mais interessante da categoria seria ''trazer o elemento da paixão nacional para as pista, transformando em uma competição entre países.''
A Sky Sports, rede de televisão, já comprou os direitos de transmissão das corridas, que iniciariam em 2005, pelos três primeiros anos.
''A Fórmula 1 é excitante a sua forma. Nós estamos entrando em uma nova parte do mercado que ainda não foi preenchida: os meses do inverno europeu. Nada acontece no automobilismo durante o inverno'', disse Maktoum Hasher
O lançamento da A1 coinscide com um momento de turbulência na Fórmula 1, que busca recuperar fãs perdidos pela falta de competitividade da categoria nos últimos anos. Mas o sheik vai mais longe.
''Nós queremos que os países que hoje apenas abrigam corridas, também participem. Provavelmente teremos o primeiro piloto africano da história do automobilismo, assim como o primeiro indiano, dando oportunidade para estes países brilharem. Eu quero ajudar a criar novas estrelas para o esporte automotivo'', concluiu Maktoum Hasher.

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