Show do UFC vai invadir o Brasil
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domingo, 08 de janeiro de 2012
Agência Estado 
Os donos do UFC já avisaram que o Brasil, terceiro mercado do UFC no mundo, ganhará uma posição em pouco tempo e talvez assumirá a liderança global tamanho o sucesso e a receptividade que a empresa está tendo no País. No próximo sábado, ao desembarcar no Rio para mais uma edição, o evento abrirá o ano tentando consolidar o MMA (artes marciais mistas, da sigla em inglês) como o esporte com maior potencial por aqui.
Lorenzo Fertitta, um dos proprietários do UFC, está otimista. "Neste momento, o Brasil é o terceiro maior mercado do UFC, atrás dos Estados Unidos, que é o primeiro, e do Canadá. Mas o Brasil está crescendo mais rápido que os outros dois. Assim, esperamos que em breve o País se torne o segundo mercado do UFC no mundo", diz.
O Ultimate Fighting Championship foi criado em 1993 nos Estados Unidos, pelo brasileiro Rorion Gracie e Art Davie. Com altos e baixos, foi vendido em 2001 para os amigos Dana White, Lorenzo e Frank Fertitta por US$ 2 milhões. Recentemente, a revista Forbes avaliou a marca UFC em US$ 1 bilhão de dólares e os proprietários garantem: não está à venda. O vertiginoso crescimento em tão pouco tempo chama a atenção.
"Toda vez fazem essa pergunta, mas não tenho ideia do valor da nossa marca. Acredito que é a franquia esportiva mais valiosa do mundo, maior que a do Manchester United, New York Yankees ou Dallas Cowboys. A razão disso é que somos globais. O UFC trabalha no mundo inteiro, com transmissão televisiva para 150 países e atingindo 1 bilhão de lares. E a cada ano crescemos mais", afirma Lorenzo. "Acho que nossa empresa já vale mais de US$ 1 bilhão", continua.
O UFC 142, na Arena HSBC, no Rio de Janeiro, terá como lutas principais o duelo entre o brasileiro José Aldo e o norte-americano Chad Mendes, que vale o cinturão dos pesos pena, além do confronto entre Vitor Belfort (Brasil) e Anthony Johnson (Estados Unidos). Também contará com outras nove lutas, todas com presença de brasileiros.
O evento volta ao País poucos meses depois do UFC Rio, em 27 de agosto, um enorme sucesso e que teve ingressos esgotados em pouco mais de uma hora. Dana White, presidente do UFC, comemora o fato de voltar ao Brasil. "Muitas pessoas não conseguiram ingressos na primeira vez que estivemos no Rio. Se você acha que gosta do UFC pela tevê, não tem ideia de como é ao vivo. É muito divertido. Eu adoro."
Além de perceber o potencial como negócio, os executivos enxergam o País como um celeiro de atletas e com grande possibilidade de desenvolvimento do esporte. Não à toa, trouxeram para cá o reality show The Ultimate Fighter e vão realizar outro evento em junho em São Paulo, no Estádio do Morumbi.
Encontros. Dana White e Lorenzo Fertitta têm tido conversas frequentes com prefeitos de outras cidades. "Vamos fazer no Rio de novo e fazer depois em São Paulo. Então vamos para todos os lugares do Brasil, para todas as cidades grandes. Mas ainda não temos nada sólido", avisa Dana White.
Lorenzo Fertitta tem se encontrado com políticos de várias capitais e está preparando o terreno para o UFC ganhar o País. "Depois dos eventos no Rio e São Paulo, vamos para outras cidades mais ao norte, como Recife, Salvador e Manaus", revela. "O Brasil tem muitos torcedores. Só para se ter uma ideia, no Facebook temos 7,2 milhões de amigos, e a cidade que mais possui pessoas na nossa conta é São Paulo, é a número um. Nós usamos Twitter, Facebook, You Tube, todas a ferramentas possíveis nas redes sociais. No Twitter temos mais de 2 milhões de seguidores e somos um dos líderes no segmento de esportes."
O otimismo é grande, às vezes exagerado a ponto de defender que o MMA será maior que o futebol no gosto popular. Mas os olhos de Dana White brilham quando ele comenta o futuro do UFC, lembrando sempre que o País será parada obrigatória dos eventos nos próximos anos. "Eu imagino que haverá uma explosão no Brasil. Nos dois próximos anos você verá o que vai acontecer com o UFC e a MMA por aqui", conclui.


