Show de Schumacher, quebra de Rubinho, decepção em Interlagos
Das agências Folha e Estado
De São Paulo
Michael Schumacher e a Ferrari deram novamente um show ontem à tarde no Autódromo de Interlagos. O piloto alemão venceu a segunda prova da temporada, soma agora 20 pontos ganhos e segue para a terceira etapa do Mundial de Fórmula 1, marcada para o dia 9, em Ímola, como a grande estrela da categoria. Vai ser, certamente, uma festa para a fanática torcida italiana.
Se o Grande Prêmio Brasil foi perfeito para Schumacher, que recebeu o prêmio pela vitória das mãos de Pelé, a prova não foi das melhores para o brasileiro Rubens Barrichello, que foi obrigado a abandonar a corrida na 27ª volta por causa de uma pane hidráulica em sua Ferrari. A desistência foi uma grande decepção para os cerca de 70 mil torcedores, que voltaram a lotar as arquibancadas do autódromo paulistano.
Após a prova, foi criado um suspense: cinco carros dos seis primeiros colocados teriam apresentado irregularidades, mas a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) avisou por volta das 20 horas que todos acabaram sendo considerados legais, e os resultados serão oficializados.
Muitos torcedores começaram a deixar o Autódromo de Interlagos após a saída de Rubinho da prova. Sem Barrichello a corrida não tem mais graça, afirmou o consultor Roberto Heil.
Assim como os torcedores brasileiros, o bicampeão mundial Mika Hakkinen, da Finlândia, também deixou o circuito frustrado. Ele não conseguiu completar o GP, novamente com problemas em sua McLaren. Vencedor das últimas duas edições da prova brasileira, Hakkinen não soma nenhum ponto ganho depois de duas etapas do torneio deste ano.
O dia só não foi pior para a McLaren porque o escocês David Coulthard terminou a prova em segundo lugar, seguido pelo italiano Giancarlo Fisichela, da Benetton, que voltou ao pódio depois de muito tempo de maus resultados. Ricardo Zonta, que teve problemas no reabastecimento de sua BAR os mecânicos chegaram a usar extintores para evitar que o carro pegasse fogo , terminou na décima colocação.
Já Pedro Paulo Diniz limitou sua atuação no GP a comentar a corrida para a Rede Globo, já que o dono da equipe Sauber decidiu retirar os seus dois carros da prova por falta de segurança (problemas nas asas traseiras).
A Ferrari contou, mais uma vez, com uma tática perfeita. Com menos combustível e pneus mais macios, a estratégia da escuderia italiana foi fazer duas paradas. Mais leve, os carros de Schumacher e Rubinho foram mais rápidos no início da corrida. Um exemplo disso é que no início da segunda volta Schumacher assumiu a liderança (saiu em terceiro no grid e ganhou a segunda posição na largada), enquanto Rubinho ultrapassou Coulthard, ficando com a terceira posição (largou em quarto).
Rubinho, que ultrapassou também Mika Hakkinen, chegou a liderar a prova, depois do primeiro pit stop de Schumacher, na 20ª volta. No fim da corrida, o alemão chegou a ter mais de 28 segundos de vantagem sobre Coulthard, que forçou o ritmo e diminuiu a diferença para 4 segundos ao cruzar a linha de chegada.
Rubens Barrichello classificou de pecado seu segundo abandono consecutivo em Interlagos. Cercado pela família, os olhos vermelhos, mas calmo, o brasileiro assistiu por um monitor, nos fundos dos boxes da Ferrari, à vitória de seu companheiro de equipe, Michael Schumacher.
Barrichello só deixou o autódromo no final da tarde, após ter conversado com engenheiros e dirigentes da Ferrari. Àquela hora, Interlagos começava a escurecer e as arquibancadas, que viu lotadas, estavam vazias. Esperando o próximo ano.Pane hidráulica tira brasileiro da prova que lotou o autódromo e colocou o alemão disparado na classificação
France PresseA primeira curva após a largada: Rubinho colado em CoulthardFrance PresseRubinho à frente do escocês, a quem ultrapassou duas vezesFrance PresseHakkinen dá entrevistas após abandonar a prova em InterlagosFrance PresseA FERAMichale Schumacher festeja no pódio de Interlagos: alemão da Ferrari lidera, disparado, o Mundial de Pilotos





