Sete Pecados Capitais na Série B
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terça-feira, 21 de novembro de 2017
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
O Londrina novamente fez uma boa campanha na Série B e chegou até a penúltima rodada brigando pelo acesso. Assim como em 2016, o Alviceleste esteve perto do sonho de terminar o Brasileiro entre os quatro primeiros, mas alguns problemas ao longo da temporada impediram o time de estar na Primeira Divisão em 2018. A FOLHA listou os "sete pecados capitais" do Tubarão durante a disputa do Nacional e que atrapalharam a campanha da equipe.
O Londrina demorou demais para acertar o seu sistema defensivo e, em grande parte da competição, teve a pior defesa da Série B. Mesmo com uma melhora no returno, o Alviceleste sofreu 46 gols em 37 partidas. Em toda a Série B do ano passado, o LEC tomou apenas 29 gols e teve a melhor defesa do Brasileiro.
O clube adiou a chegada de reforços para qualificar o elenco e muitas contratações foram jogar apenas na parte final da competição. Nomes como Dirceu, Édson Silva e Negueba só ficaram à disposição do técnico Claudio Tencati no returno.

Além de demorar para trazer novos atletas, o LEC apostou na chegada de jogadores que estavam há muito tempo parados e que por isso sofreram com inúmeras lesões e jogaram pouco. Casos de Patrick Vieira, Ricardinho e William Henrique. "Pouco utilizei o Germano, o próprio Jumar, que tiveram lesões, e isso atrapalhou no primeiro turno", lembrou Tencati.
O Londrina desperdiçou pontos em demasia no estádio do Café. No primeiro turno, foram apenas duas vitórias e aproveitamento de 36%. O time terminou o returno invicto em casa sete vitórias e dois empates , mas o percentual final como mandante foi de 59%, bem abaixo dos quatro times que subiram. O Paraná, por exemplo, foi o melhor mandante e conquistou 81% dos pontos no seu estádio.
O aproveitamento ruim em casa fez com que o time perdesse pontos decisivos. Nos confrontos contra os rebaixados, o Londrina desperdiçou dez pontos, sendo dois empates com Náutico e Santa Cruz no Café. Se tivesse vencido estas duas partidas, por exemplo, o LEC teria hoje 63 pontos, mesma pontuação do Paraná Clube, mas ocuparia o quarto lugar pelo número de vitórias (19 a 18) e dependeria apenas dele para subir na última rodada.
Um dos problemas apontados para o retrospecto ruim em casa é o estado irregular do gramado do estádio do Café. Os buracos e as ondulações foram motivos de constantes reclamações dos jogadores ao longo da Série B. "O gramado continua irregular, a bola quica muito e não rola direito. E isso dificulta o jogo rápido", comentou Tencati.
Outro ponto que atrapalhou demais o time foi a baixa presença da torcida no Café. O LEC tem apenas a 15ª média de público da Série B, com 2,9 mil pagantes por jogo. O maior público do time foi na estreia contra o Internacional, quando 6.528 torcedores pagaram para assistir ao confronto. Com exceção do América-MG, que tem média de 2.306, os times do G4 - Inter, Ceará e Paraná - lideram com as melhores médias da competição.


