São Paulo - Servílio de Oliveira viu com satisfação as vitórias de Adriana Araújo e de Esquiva Falcão nos Jogos de Londres. Até então o único medalhista do boxe brasileiro em olimpíadas, o ex-atleta agora comenta a atuação dos nossos boxeadores por uma tevê brasileira e pede mais apoio do governo com os jovens lutadores.
Servílio levou o bronze na Cidade do México, em 1968. E não esperava que outro boxeador demoraria 44 anos para repetir seu feito. ''É muito tempo, você não acha?'', indagou. ''Achei bastante legal a conquista da Adriana''.
Esta foi a primeira vez que o boxe feminino entrou no calendário olímpico. E Servílio não vê como surpresa o fato de uma mulher conseguir o que nenhum homem brasileiro havia conseguido desde 1968. ''Já temos mulher presidente, ministras... Por que não uma medalhista?''
Servílio espera que com a medalhas já garantidas o governo repense um pouco o boxe brasileiro. ''Esse desempenho do Brasil em Londres é bom para os nossos dirigentes saberem que com um pouquinho de apoio dá para elevar o nível. O que tem de ser feito, ao meu ver, é uma fiscalização da verba. Hoje o dinheiro vai para o Comitê Brasileiro, que repassa para as Federações, e não são elas que formam os atletas''. (A.E.)

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