São Paulo - Como tem acontecido nos últimos anos, quando Palmeiras, Botafogo, Atlético-MG e Corinthians encararam o desafio com sucesso, a Série B do Brasileiro terá novamente a participação de um dos gigantes do futebol nacional. Agora será a vez do Vasco, que entra como grande atração do campeonato e favorito a ficar com uma das quatro vagas do acesso.
Dono de quatro títulos brasileiros e um da Libertadores, o Vasco promete ficar na Série B apenas um ano. Sob o comando do técnico Dorival Júnior, que já fez bom trabalho no Campeonato Carioca, o elenco vascaíno tem como principal destaque o meia Carlos Alberto, que já passou, entre outros, por Corinthians, Fluminense e Porto.
Clube de tradição, que conta com a força de sua enorme torcida por todo o País, o Vasco entra como favorito até mesmo ao título da Série B. Mesmo porque, o regulamento da competição, igual ao do Brasileirão, costuma evitar surpresas: a disputa é por pontos corridos, com jogos em turno e returno entre os 20 participantes, para a definição da classificação final após 38 rodadas.
Mas o Vasco terá adversários perigosos na luta por uma das quatro vagas que a Série B dá para o Brasileirão de 2010. Juventude, Bahia, Paraná, Portuguesa e São Caetano são outros times que são candidatos ao acesso. Do outro lado, a disputa para evitar o rebaixamento para a Série C também deve ser grande - caem os quatro últimos colocados.
A Série B é um celeiro de jogadores que já fizeram sucesso em grandes clubes do País. O Ipatinga, por exemplo, apostou na contratação do atacante Marcelo Ramos. O América-RN terá o também atacante Sandro Hiroshi, enquanto o Vila Nova conta com o volante Cocito.
Dinheiro
Ao contrário das últimas edições da Série B, os investimentos dos clubes têm sido altos. Metade dos participantes vai ter uma folha salarial mensal de cerca de R$ 600 mil. Alguns, como ABC e Bragantino, terão orçamentos mais modestos, entre R$ 300 mil e R$ 400 mil. E o Vasco, por sua vez, irá gastar até R$ 1 milhão por mês para voltar à elite.
O curioso é que as receitas ainda não estão definidas. Com a volta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao comando da Série B, no lugar da Futebol Brasil Associados (FBA), que administrava o campeonato até então, as garantias são mínimas. Cada clube tem assegurado uma cota única, para toda a competição, de R$ 600 mil, além de custeio de hospedagem e traslados.

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