São Paulo - Sem a presença de nenhum grande clube do eixo Rio-São Paulo, começa amanhã o Campeonato Brasileiro da Série B. Dessa vez, a disputa não tem um favorito disparado como aconteceu nos últimos anos - o Vasco, por exemplo, foi soberano em 2009. Assim, a luta por uma das quatro vagas do acesso está aberta a praticamente todos participantes.
A disputa da Série B vai ter sete rodadas até a paralisação para a Copa, com as demais 31 rodadas sendo disputadas até novembro, em princípio às terças, sextas e sábados. Com isso, a maioria dos clubes vai deixar para aplicar seus maiores investimentos após a disputa do Mundial na África do sul.
Clubes tradicionais já cumpriram ''penitência'' na Série B. O Vasco foi campeão do ano passado, enquanto o Corinthians levou o título de 2008. Como também já passaram recentemente pela segunda divisão o Atlético-MG, em 2006, o Grêmio, em 2005, e Palmeiras e Botafogo, em 2003.
Num primeiro momento, os quatro rebaixados do Brasileirão no ano passado podem ser considerados grandes forças da Série B de 2010: Coritiba, Náutico, Sport e Santo André. Mesmo porque, todos fizeram boas campanhas nos campeonatos estaduais.
O Coritiba, porém, terá que mandar 10 jogos fora do Estádio Couto Pereira, na capital paranaense, como sentença à invasão de torcedores no jogo que o rebaixou à Série B, diante do Fluminense, na última rodada do Brasileirão de 2009. A equipe disputará essas partidas na Arena Joinville, em Santa Catarina.
Como já é tradição, o Estado de São Paulo continua tendo maioria de representantes, com seis: Portuguesa, São Caetano, Santo André, Bragantino, Ponte Preta e Guaratinguetá. Paraná, Pernambuco e Minas Gerais têm dois representantes cada.
Além do Coritiba, o outro representante paranaense é o Paraná, que atravessa uma grave crise financeira. De Minas, aparecem o América, que subiu da Série C, e o Ipatinga. Enquanto isso, Náutico e Sport são os dois pernambucanos na disputa.
O instável Vila Nova representa Goiás, que agora tem Atlético e Goiás na elite. O Figueirense, que passou por nova mudança em sua administração, tenta se reerguer na temporada, que começou mal sem chegar à final do Campeonato Catarinense. Já o Ceará terá a presença inédita do Icasa, que subiu da Série C.
O ASA, de Arapiraca, outro novato vindo da Série C, vai defender as cores de Alagoas, que vinha sendo mal representada na Série B nos últimos anos pelo CRB. O Rio terá, pela segunda vez seguida, o Duque de Caxias, agora administrado pela direção que comandava o Boavista. O América, de Natal, tenta se organizar para representar bem o Rio Grande do Norte, que perdeu o ABC, rebaixado para a Série C.
Política
Desde o ano passado, a organização e o controle da Série B está nas mãos da CBF, que desbancou a FBA - Futebol Brasil Associados. A cota de cada clube ainda é pequena: R$ 800 mil, divididos em oito parcelas de R$ 100 mil. Dessa vez, além de cobrir as despesas com viagens e hospedagens, a entidade vai bancar a arbitragem e os exames antidoping, diminuindo as despesas dos clubes.
A direção da CBF formou uma comissão de gerenciamento da Série B, que tem como líder Reinaldo Carneiro Bastos, vice-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF). E prometeu melhoras aos dirigentes, temendo uma ação do Clube dos 13, que planeja ampliar o número de associados de 20 para 40 clubes.
Segundo a CBF, a Série B vai arrecadar R$ 36 milhões com direitos de televisão, sistema pay-per-view e espaços publicitários. Ainda assim, terá nesta temporada um prejuízo de R$ 4 milhões.

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