Rio, 17 (AE) - A Série B do Campeonato Brasileiro deste ano tem tudo para ser deficitária, com uma forma de disputa sem atrativos, marcada pelo excesso de jogos e a quase ausência de competitividade. Representantes dos 22 clubes que integram a Segunda Divisão aprovaram hoje, em assembléia, proposta do Sampaio Corrêa-MA, criticada pelo vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Alfredo Nunes. Os 22 clubes iniciam o campeonato jogando entre si e 16 classificam-se para a fase seguinte. Os seis últimos são rebaixados para a Série C. Uma emissora de TV deve fechar acordo com os clubes para a transmissão dos jogos para todo o País.
Na segunda fase, serão formados quatro quadrangulares e os dois primeiros de cada grupo passam a compor outros dois quadrangulares. Novamente, o primeiro e o segundo lugar se classificam para o último quadrangular, que vai definir os dois melhores para as partidas finais. O campeão e o vice sobem para a Série A em 2000. A CBF queria que apenas oito clubes passassem para a segunda fase. "Isso tornaria o campeonato mais enxuto e vantajoso", disse Nunes. O Bahia também não gostou da forma de disputa da Série B. "A proposta da CBF era a melhor, mas fomos vencidos no voto e não mais o que contestar", disse o presidente do clube baiano, Paulo Maracajá.
Assim como na Série A, a renda vai sempre pertencer ao time da casa e os jogadores só serão suspensos após o quinto cartão amarelo. A CBF vai pagar a hospedagem e passagens aéreas dos clubes e haverá exames antidoping em todos os jogos da Série B, que começará em 25 de julho e vai até 12 de dezembro. A tabela será definida até o fim do mês. A capacidade mínima de público dos estádios também foi definida: 15 mil para jogos da primeira fase e 20 mil para os das outras fases. O vice-presidente da CBF prometeu divulgar a tabela e forma de disputa do campeonato da Série C até a primeira semana de junho.
Ele disse que a situação do Fluminense estava definida havia muito tempo e que não há nada a fazer. Nunes garantiu uma reformulação geral no calendário do futebol brasileiro no ano 2000, mas não quis dar detalhes sobre o assunto. "Seria um plano quadrienal", antecipou.

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