Dirceu e companheiros de defesa diminuíram para a metade a média de gols sofridos pelo Tubarão
Dirceu e companheiros de defesa diminuíram para a metade a média de gols sofridos pelo Tubarão | Foto: Fotos: Marcos Zanutto



Três jogos para o término do Campeonato Brasileiro da Série B e um pensamento martela a cabeça do torcedor do Londrina: "Está difícil, mas ainda dá para subir". Após a vitória dramática no sábado (11) sobre o Náutico, no Recife, no apagar das luzes, o time chega vivo nesta reta final da competição e usa o retrospecto positivo das últimas rodadas para manter a esperança da cidade no tão sonhado acesso à elite do futebol nacional. É a fé na matemática. A semana é mais do que decisiva: nesta terça-feira (14), o time enfrenta o Guarani, às 19h15, e no sábado é a vez do América Mineiro, às 17 horas, os dois jogos no estádio do Café.

E não é "forçar a barra" dizer que o Londrina é outro time após vencer a Primeira Liga, no dia 4 de outubro. Nos oito jogos pós-título, a equipe soma seis vitórias e apenas duas derrotas. Um incrível aproveitamento de 75%. Até a 27ª rodada, antes da vitória histórica nos pênaltis contra o Atlético Mineiro, o rendimento era pífio: 37 pontos em 27 partidas – apenas dez vitórias - e um aproveitamento de somente 45% dos pontos. Vale dizer: a última derrota no Londrina no Café aconteceu no longínquo 7 de agosto, na 19ª rodada, contra o Vila Nova (1 a 0).

A esperança fica ainda mais latente no coração do torcedor quando comparamos os números do Tuba com os dos principais concorrentes pela quarta vaga no G4: Paraná e Oeste. A quarta força do Estado somou 13 pontos dos últimos 24 disputados, um aproveitamento mediano de 54%. O Oeste fez exatamente o mesmo percentual, 54%, mas perdeu dois jogos a menos que o Paraná.

E se por muito tempo neste campeonato o que deu dor de cabeça para o técnico Claudio Tencati foi a zaga do Tubarão, que tomou muitos gols de bola área, depois do título contra o Galo o cenário também mudou. Com Dirceu e Édson Silva juntos em sete das últimas oito partidas (exceto na fatídica derrota para o ABC), o time tomou apenas seis gols, média de 0,75 gol por jogo. Antes do título, a zaga alviceleste havia tomado 40 gols em 27 partidas, média de 1,48 gol por jogo, ou seja, o dobro do momento atual. Nos últimos oito jogos, a zaga paranista levou sete gols (0,87 por confronto) e o Oeste cinco gols (0,62), único critério em que supera o LEC.

Na frente, Carlos Henrique e Artur deram conta do recado após a saída de Belusso e o Tuba continua sendo o ataque mais poderoso da Série B. A média não é tão efetiva como contra antes do Galo, de 1,59 gol feito por jogo, mas segue interessante: 11 gols em oito jogos, média de 1,37. A média do Paraná é de um gol por jogo neste mesmo período enquanto a do Oeste é de 1,12. Tubarão na frente mais uma vez. Se depender da matemática, tem tudo para subir.

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