A primeira fase do Campeonato Brasileiro chegou à metade marcada pela hegemonia dos paulistas: dos oito primeiros colocados, pelo índice de aproveitamento, quatro são daquele Estado. Na liderança está o Corinthians, com 29 pontos em 12 jogos (nove vitórias, dois empates, uma derrota e aproveitamento de 80,6%). A equipe do Parque São Jorge tem ainda o melhor ataque da competição, com 25 gols; o artilheiro, Marcelinho Carioca (11); e a melhor defesa: o goleiro Nei sofreu apenas sete gols. Bosco, do Sport, em 11 partidas, e Carlos Germano, do Vasco, em nove, sofreram o mesmo número.
Na segunda colocação está o Santos (66,7%), que perdeu a invencibilidade domingo, ao ser derrotado pelo Grêmio, por 3 a 2, em Porto Alegre. Com 22 pontos e um jogo a menos do que o Corinthians, a equipe de Émerson Leão aposta na união dos atletas para manter-se entre os oito melhores.
Força e entrosamento também são os segredos da Portuguesa, quarta em aproveitamento (61,1%). A Lusa venceu seis vezes no Brasileiro (três fora de casa). O Palmeiras, quinto colocado (60,6%), é outro time em ascensão na tabela.
Além dos quatro paulistas, o Sport realiza ótima campanha, tendo o terceiro melhor aproveitamento de pontos. Apesar da derrota para o Corinthians, por 2 a 0, sábado, na Ilha do Retiro, os pernambucanos estão com 63,6%, empolgados também com a convocação do meia maranhense Jackson para a Seleção Brasileira.
Pelo índice de aproveitamento, os outros classificados para a segunda fase seriam Inter (54,5%), Coritiba (54,5%) e Vasco (48,1%). Juventude (46,7%), Vitória (44,4%), Grêmio (42,4%), América-MG (41,7%), Guarani (41%), Atlético-MG (39,4%) e São Paulo (38,9%) são outros que sonham com a segunda fase, mas alguns ainda não estão de todo livres da ameaça do rebaixamento.
No outro extremo da tabela, na zona dos desesperados, nove times tentam escapar da queda para a Série B. Dono da pior campanha (22,2%), o América-RN já trocou três vezes de treinador. Atlético-PR (25%), Ponte Preta (27,3%), Flamengo (33,3%), Cruzeiro (33,3%), Paraná (35,9%), Bragantino (36,1%), Botafogo (36,4%) e Goiás (36,4%) lutam para não cair.
Flamengo, sem vencer há nove jogos e já em seu terceiro técnico - Evaristo de Macedo assumiu ontem -, e Cruzeiro, que não ganha há oito partidas, fizeram 33,3% dos pontos disputados. Os dois só se têm destacado no ranking da violência. Os jogadores rubro-negros já receberam seis cartões vermelhos e 34 amarelos e os mineiros foram expulsos quatro vezes e punidos 38 com o cartão amarelo. Ficam atrás apenas do Atlético-MG, com quatro vermelhos e 43 amarelos. A equipe mais disciplinada é a do Goiás.
A média de público, até agora, é de 11.343 pagantes, 7% a mais do que a do ano passado. A média de gols, porém, diminuiu: hoje, é de 2,62 por jogo; em 97, foi de 2,72.
Invencibilidade - Com a derrota do Santos para o Grêmio, domingo, o Inter garantiu pelo menos por mais um ano a façanha de ser o único clube que conquistou o Brasileiro de forma invicta. O feito do Inter ocorreu em 1979, quando chegou ao título pela terceira vez (já tinha sido campeão em 75 e 76).
Em 79, o Inter disputou 23 jogos (venceu 16 e empatou sete), fez 40 gols e sofreu 14. As finais foram contra o Vasco. O time gaúcho venceu no Rio (2 a 0, gols de Chico Spina) e em Porto Alegre (2 a 1, gols de Falcão e Jair).
Treinado por Ênio Andrade - também campeão brasileiro pelo Grêmio e Coritiba -, o time do Inter que disputou as finais de 79 teve Benitez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Batista, Falcão, Jair e Mário Sérgio; Valdomiro (Chico Spina) e Bira.

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