São Paulo - O goleiro Marcos reassumiu a posição de titular do Palmeiras, mas sabe que não terá vida fácil. Sérgio, capitão do time no Campeonato Brasileiro de 2004, avisa que também lutará por seu espaço no clube. ''Nós dois queremos jogar. A comissão técnica tem de decidir quem é o melhor'', afirmou, deixando a questão para ser resolvida pelo treinador Estevam Soares e o preparador de goleiro Zé Mário.
É o tipo de problema que todo técnico gostaria de ter. Campeão do mundo em 2002, Marcos provou, na vitória por 3 a 1 sobre o Paulista, quarta-feira, no Palestra Itália, que está recuperado das duas cirurgias na mão esquerda. Só precisa de ritmo de jogo, pois ficou cinco meses longe dos gramados. Há 16 anos no Palmeiras completados no último dia 13 , Sérgio também tem vários títulos no currículo e é considerado um líder natural do elenco. ''Ainda é cedo para criar polêmica'', diz Sérgio, que atuou nas duas primeiras rodadas do Estadual. ''Mas preciso buscar minha valorização, por tudo o que já fiz na carreira.''
Os dois pretendentes à camisa 1 do Palmeiras tem um ponto em comum: o respeito mútuo. Grandes amigos há anos, têm cuidado para falar sobre a disputa da posição. ''O Sérgio terminou o ano muito bem, é um ídolo da torcida'', opina. ''Por enquanto preciso aproveitar as chances que tiver, para recuperar o ritmo'', comenta Marcos, que deve seguir na equipe, diante do São Caetano, domingo, no ABC.
Por enquanto, Sérgio garante que não pensa em sair do Palmeiras. Mas se tiver absoluta certeza de que não tem chances de jogar, pode pensar numa transferência. ''Nas férias, fui sondado por algumas equipes, até do Exterior. Mas tem de ser uma proposta oficial e muito boa, pois quero ser valorizado, no Palmeiras ou em outro lugar'', diz o goleiro, que não tem empresário e negocia os próprios contratos.

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