Quanto Serginho merece receber de salário? A pergunta deve estar na cabeça dos dirigentes do Londrina. No dia 14 de janeiro acaba o contrato do goleiro, destaque do time no último Brasileiro.
  Aos 21 anos, Serginho deve pedir um substancial aumento salarial para renovar. Se isso não acontecer, dificilmente o jogador continuará no Tubarão. ‘‘Sei que mereço um salário maior’’, defendeu. ‘‘Jogar insatisfeito não dá. Neste caso, vou tomar a iniciativa de ir embora’’. Segundo o goleiro, as negociações devem começar neste final de semana. Ele afirmou que ainda não apareceram interessados em seu futebol. No final do ano passado, o Cruzeiro teria sondado a diretoria para ter o jogador, mas as negociações não prosperaram.
  Outra novidade de ontem foi o anúncio da antecipação das férias dos jogadores, que terão como última atividade do ano um jogo-treino com os juniores no sábado. Pela programação inicial feita pelo técnico Roberto Fernandes, a equipe treinaria até o dia 22.
  Contrato – O diretor-jurídico do Londrina, Carlos Alexandre Rodrigues, disse à Folha que a diretoria e o grupo de Iran Campos devem negociar hoje os três pontos de divergência entre as duas partes.
  O mais importante é em relação a um eventual prejuízo durante a gestão do grupo de apoio. O LEC quer um contrato de risco (onde déficit ou superávit ficaria para o gestor) e o grupo de apoio quer que os prejuízos sejam arcados na forma de empréstimo. O LEC também quer a supressão da cláusula da contra-minuta, que diz que o contrato seria rompido em caso de ‘‘uma penhora que inviabilize as atividades do clube’’. ‘‘Queremos que pelo menos seja estabelecido o valor desta penhora’’, afirmou Rodrigues. Além disso, o LEC quer manter o estabelecimento de uma multa rescisória (cerca de US$ 300 mil) que não existe na contra-proposta do grupo candidato a gestor.
  Enquanto isso, seguem as negociações paralelas entre o LEC e um clube da Região Metropolitana de Curitiba, que se mostrou interessado em uma parceria para a próxima temporada. A parceria, no entanto, garantem os diretores do Tubarão, só será firmada se a proposta for muito superior à proposta do grupo de Campos, que – por enquanto – tem prioridade na negociação.

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