Sercomtel procura parceiros para investir no basquete
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 29 de outubro de 2001
Lúcio Flávio Moura<br> De Londrina 
A Sercomtel não deve ampliar os investimentos para a formação da equipe que disputará o Campeonato Brasileiro de basquete em 2002. ''Os recursos para salários pode até ser menor do que foi este ano'', admitiu o vice-presidente da empresa, Paulo Cezar da Silva Machado. Este ano, a companhia telefônica municipal investiu R$ 60 mil por mês. O Consórcio União e a Cobrajur ''adotaram'' alguns jogadores e complementaram os recursos.
''Queremos que o basquete tenha uma política permanente de investimentos. Não dá mais para se discutir este assunto a cada seis meses'', comentou o executivo. A empresa continua procurando junto com a Fundação de Esportes, mantenedora da equipe, uma parceria sólida para poder disputar efetivamente o título em três ou quatro anos. ''Ainda é cedo para pensar em ser campeão''.
A Sercomtel aguarda também a regularização do Londrina Basquete Clube, formado este ano para facilitar a captação de recursos para a modalidade. Ainda falta aprovar o estatuto e o regime jurídico da associação, que provavelmente será transformada em uma Organização Não-Governamental em novembro.
A escolha de uma ONG para gerir os recursos do basquete está relacionado a um projeto paralelo do Sercomtel de massificação da prática do basquete em comunidades carentes. A idéia é criar 10 pólos que abrigariam mil atletas treinando simultaneamente.
Ontem, o presidente da Fundação Municipal de Esportes praticamente descartou em entrevista concedida à Radio Paiquerê a contratação de um jogador norte-americano para a próxima temporada. O motivo é a desvalorização do real diante do dólar, moeda usada nas negociações com os empresários. Para Marcelo, os custos são proibitivos.


