Sercomtel pode cortar patrocínios do esporte
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domingo, 23 de dezembro de 2007
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
As equipes de Londrina que dependem de verba da Sercomtel terão que ficar ''de orelha em pé'' neste final de ano. É que a diretoria da empresa de telefonia deverá encerrar todos os seus contratos de patrocínio, sem previsão de renová-los em 2008. De acordo com o diretor de marketing da companhia, Bernardo Pellegrini, todos os anos os contratos são desfeitos em dezembro e entre janeiro e fevrereiro a empresa senta com os patrocinados para conversar e renegociar valores.
''Isso é normal. Só que este ano estamos passando por uma situação especial e no momento a continuidade dos patrocínios é uma incógnita. Há uma indefinição muito grande em razão da possibilidade de se vender parte das ações da companhia, então não sabemos como ficará o planejamento'', informou o diretor à FOLHA. A Copel é dona de 45% das ações da Sercomtel e pode colocá-las à venda. ''Se isso acontecer, não sabemos qual será a política de apoios e patrocínio que o novo sócio irá adotar. Por esse motivo, não dá para prever nada'', informou Pellegrini.
Há ainda a intenção da prefeitura de vender a Sercomtel Celular, como muito tem se discutido este ano. ''Se (a empresa) vender a Celular, muda-se o planejamento e o orçamento da empresa como um todo'', antecipou o diretor.
De acordo com ele, a Sercomtel tem hoje um universo de mais de 120 patrocinados, entre equipes, eventos e pessoas físicas - nas áreas cultural, esportiva e social. Só em projetos esportivos, a empresa investiu R$ 647 mil este ano. A maior quantia foi destinada ao atletismo (masculino e feminino) - R$ 275 mil. Este projeto, no entanto, por ser de natureza social, não passou pela diretoria de marketing. Faz parte da ''política de responsabilidade social'' da empresa.
Diante das incertezas quanto ao futuro da operadora, Pellegrini procurou na semana passada o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Ariobaldo Frisselli, que mantém contato direto com as equipes. O handebol masculino da Unifil, por exemplo, recebeu este ano R$ 60 mil da Sercomtel. Outras equipes apoiadas pela empresa foram a Inesul (basquete masculino), com R$ 50 mil, a Unopar (futsal feminino), com R$ 20 mil, e a Academia Madureira de Taekwondo (valor não divulgado).
''Como sabemos das dificuldades das equipes de conseguir patrocinadores, um possível corte dos repasses da Sercomtel preocupa e muito. Todos sabem que ela é hoje a principal patrocinadora do esporte e da cultura londrinense'', ressaltou Frisselli. ''Só lamentamos que a receptividade da comunidade local aos produtos e serviços da empresa não seja tão grande quanto esse apoio dado'', cobrou.
O presidente da FEL lembrou que no ano passado as equipes já se movimentaram ao receberem respostas negativas da operadora e pediram a intercessão do Executivo. ''Diante dos pedidos, o prefeito (Nedson Micheleti) interviu e solicitou a renovação de alguns patrocínios à Sercomtel'', disse.


