SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os sequestradores que levaram Marcelinho Carioca, 51, teriam usado o número de telefone do ex-jogador para se passar por ele e pedir dinheiro a familiares e pessoas próximas do ídolo corintiano, de acordo com informações da PM (Polícia Militar).

Em um primeiro momento, ainda no domingo (17), antes de o ídolo do Corinthians ser dado como desaparecido, uma pessoa não identificada pela PM teria feito um pagamento no valor de R$ 60 mil, supostamente, a pedido de Marcelinho.

Na manhã desta segunda-feira (18), houve um novo pedido de dinheiro, desta vez, de R$ 30 mil. Quando a solicitação foi negada, os sequestradores teriam passado a exigir pagamento das pessoas próximas ao ex-jogador. De acordo com a PM, eles chegaram a pedir R$ 200 mil pela libertação dele.

Pela manhã, a polícia passou a investigar o desaparecimento dele quando um policial militar encontrou a Mercedes do ex-atleta abandonada na rua Jacareí, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. O oficial estranhou um carro daquele modelo na região e decidiu pesquisar a placa.

No carro de Marcelinho Carioca, a polícia encontrou uma arma de brinquedo.

Ao ligar para a empresa proprietária do automóvel, um advogado de Marcelinho atendeu a ligação e falou sobre o desaparecimento dele. Ainda de acordo com a PM, o advogado estranhou a ligação e pediu para o policial fazer uma chamada de vídeo.

O ex-jogador foi liberado no começo da tarde desta segunda. O cativeiro onde ele foi encontrado fica em uma comunidade na Rua Ferraz de Vasconcelos. Cinco pessoas foram presas na operação da polícia.

Após ser encontrado, Marcelinho foi levado para a delegacia da região depois seguiu para o DHPP, na região central da capital.

O ex-atleta desapareceu depois de participar de um evento na Neo Química Arena, na zona leste de São Paulo.

Em um vídeo que circula por meio de aplicativos de mensagem, Marcelinho diz que estava em um show em Itaquera, na zona leste, curtindo um samba e que saiu com uma mulher casada. O ex-jogador aparece com o olho roxo na gravação.

O autor do sequestro seria marido da mulher. No vídeo, a versão é endossada pela mulher que supostamente saiu com Marcelinho. A assessoria do ex-atleta diz acreditar, porém, que a gravação foi feita sob coação.